segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O que é seguro cibernético?...

Diferente do antivírus que trabalha para prevenir, o seguro cibernético oferece ajuda póstuma. Ou seja, depois que seus contratantes foram infectados. Nestes casos, a apólice repassa à seguradora as responsabilidades sobre os danos, dando garantia ao segurado — de acordo, claro, com o contrato. Na fala de um corretor, faz total sentido. Mas, você deve estar se perguntando: o que leva alguém a contratar um seguro em vez de adotar uma postura proativa? A resposta é simples: o serviço mira empresas, de todos os tamanhos, vítimas de exploração de falhas de software e ataques. Por vários motivos, nem sempre o antivírus opera milagres: lenta detecção, falta de atualização, uso inadequado, infecções em rede e até mesmo o fator humano influenciam na segurança do parque de máquinas — e no custo do seguro.

Segundo a Aon, que oferece consultoria e corretagem de seguros, o chamado "risco cibernético" já é o quinto que mais preocupa empresários em todo o mundo. Nos últimos meses, ataques de ransomware se alastraram, dando fôlego à proposta. No Brasil, ainda engatinha. A previsão local, de acordo com a corretora, é de o setor crescer 20% ao ano, nos próximos cinco anos — focado, principalmente, em instituições financeiras e também comércio eletrônico.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Bad Rabbit, um novo ransomware...

Um terceiro ataque de ransomware está em ascensão e já chegou ao Brasil. Depois de casos globais envolvendo WannaCry e ExPetr — também chamado por alguns especialistas de Petya e NotPetya— o novo malware que bloqueia dados dos computadores é o Bad Rabbit. Segundo a Kaspersky, o nome aparece em um site da darknet vinculado ao vírus com uma nota de pedido de resgate em bitcoin (comum em casos de ransom).


A iniciativa começou na Rússia e na Ucrânia e ganhou volume na terça-feira (24), causando atrasos no aeroporto ucraniano de Odessa e afetando vários meios de comunicação na Rússia, incluindo a agência de notícias Interfax e Fontanka.ru. Horas depois, afetou o sistema de metrô em Kiev, na Ucrânia, o que gerou um alerta para outras empresas de serviços de massa e finanças na região.

Os criminosos por trás do ataque Bad Rabbit estão exigindo 0,05 bitcoin como resgate — o que é cerca de US$ 280 na taxa de câmbio atual da criptomoeda. Assim como em outros casos, o vírus usa um contador regressivo para pressionar a vítima a pagar pelo resgate o quanto antes. Não há garantias, porém, de que ao pagar a quantia pedida em bitcoin, os hackers vão liberar os seus dados no PC.