terça-feira, 12 de abril de 2016

Limite de dados para banda larga causa revolta nas redes: abaixo-assinado reúne 300 mil apoiadores...

A revolta dos consumidores contra o limite de dados para pacotes de internet fixa já motivou mais de 300 mil assinaturas em uma petição online, lançada no final de março. O texto do abaixo-assinado argumenta que a mudança é ilegal e força as pessoas a trocarem para planos mais caros.

A alteração afeta os usuários do tipo de banda larga mais comum no Brasil, a ADSL (que transmite dados através da linha de telefone). Atualmente, as operadoras ofereciam planos regulados por velocidade, sem um volume máximo de tráfego permitido. A partir de 2017, algumas empresas regularão os pacotes por limite de dados, mesmo modelo de franquia usada com a internet móvel.

O plano com franquia tem aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas precisa seguir algumas regras: só é permitido se a operadora informar o usuário sobre o consumo mensal e alertar quando a franquia se aproximar do limite contratado. 

Na visão da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), a mudança é ilegal, pois fere o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), e prejudica os usuários. A coordenadora institucional da entidade, Maria Inês Dolci, explica que muitos planos novos têm previsão de corte após o uso total da franquia, o que seria proibido por lei.

— O corte só é possível se o consumidor ficar devendo. Caso contrário, as empresas têm de garantir o acesso — afirma.

Para barrar a mudança, a associação entrou na Justiça em março de 2015 com pedido de liminar contra as operadoras Vivo, Oi, Claro, TIM, e NET sejam impedidas de comercializar novos planos com previsão de bloqueio à conexão após fim da franquia móvel ou fixa. 

Enquanto o processo ainda tramita no Judiciário, consumidores usam as redes sociais para escancarar a insatisfação com a medida. Além do abaixo-assinado, que reúne novos apoiadores a cada minuto, comentários no Facebook e no Twitter mostram a revolta de quem teme ganhar limites no acesso à web. 

O post da Proteste no Facebook sobre o caso passou de 800 mil compartilhamentos. "É o cúmulo você ter sua internet restringida, se eu opto por banda larga é porque eu quero usar o quanto eu quiser", comentou uma usuária. "Isso daí é um absurdo. Não só vai prejudicar usuários como profissionais que trabalham com a internet fixa", escreveu outro. 

O assunto também foi comentado no Twitter, onde usuários se mobilizaram para assinar a petição e reclamar da medida. "Não podemos deixar que limitem o acesso à internet banda larga fixa. Vamos lutar juntos contra esse absurdo", disse um usuário ao compartilhar o link da petição. "Limitar o tráfego da internet banda larga fixa é voltar à Idade da Pedra", postou outro no microblog.

Ministério Público investiga a mudança 

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), ligada ao Ministério Público do Distrito Federal, instaurou em fevereiro um procedimento para investigar os serviços de acesso à internet fixa comercializados somente por meio de pacotes de dados.

O promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, titular da 1ª Prodecon, acredita que a mudança seria desvantajosa para o consumidor, que precisaria pagar mais cada vez que atingisse o limite da franquia. 

— A proposta de alteração do sistema de cobrança reflete planos comerciais abusivos, com o propósito disfarçado de encarecer os custos de utilização da internet pelo usuário médio — afirma Binicheski.

As empresas devem enviar à Prodecon informações precisas sobre como pretendem realizar a cobrança dos serviços de internet e quais serão as opções disponíveis para os consumidores. Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá informar quais estudos foram realizados e qual o marco regulatório sobre o tema.

Fique atento a possíveis mudanças no contrato 

— Atualmente, os planos de internet fixa são contratados com base na velocidade desejada pelo usuário, mas as operadoras passaram a incluir em seus contratos uma cláusula que permite, a depender da empresa e da velocidade contratada, que o usuário respeite um limite de dados, a chamada franquia.
— É o mesmo processo que as operadoras passaram a adotar com a internet móvel, no qual você precisa estar sempre atento ao consumo da franquia, pois, caso ultrapasse o que foi contratado, poderá ter a velocidade da sua internet reduzida ou seu acesso suspenso até que um novo pacote seja comprado ou até o mês seguinte.
— Se você já tem planos de internet fixa, verifique se a operadora mudou o contrato atual. 
— Procure não aderir a novos planos, mais caros, por causa da mudança. 
— Já quem estiver contratando um novo plano precisa se atentar às condições de uso do serviço e se há uma franquia mensal estabelecida. 
— Procure o Procon da sua cidade em caso de dúvidas e denuncie ilegalidades.

Fonte: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste)

terça-feira, 5 de abril de 2016

WhatsApp passa a proteger todas as modalidades de conversa com criptografia...

Representantes do WhatsApp anunciaram nesta terça-feira que todas as conversas realizadas no aplicativo, não importando o número de pessoas envolvidas e a modalidade (chamada de voz ou mensagens de texto), serão protegidas de acessos e intercepções de terceiros por criptografia ponta a ponta. Até então, apenas as interações realizadas entre duas pessoas eram protegidas. Uma atualização do aplicativo, também disponibilizada nesta terça-feira, passou a identificar esse tipo de segurança nas conversas. 

"A partir de agora, quando você e seus contatos usam a última versão do aplicativo, toda chamada que você fizer e toda mensagem, foto, vídeo, arquivo e mensagem de voz que você mandar terá criptografia ponta a ponta como padrão, incluindo os chats em grupo", diz o comunicado assinado pelos sócios Brian Acton e Jan Koum no blog do aplicativo.

Assim, ninguém terá acesso às informações contidas nas conversas de quem utilizar uma versão atualizada do WhatsApp, nem mesmo o WhatsApp.

"Mesmo que reconheçamos a importância do trabalho de aplicação da lei para manter as pessoas a salvo, esforços para enfraquecer a encriptação arriscam-se a expôr informações das pessoas ao abuso de cibercriminosos, hackers e intromissão do Estado" diz o comunicado do aplicativo, que chega a comparar as interações realizadas através dele com "conversas face a face".

Segundo a revista Wired, a novidade vale para quem tiver a última versão do aplicativo, não importa a plataforma, seja iPhone, Android, to Windows, ou até mesmo Nokias antigos.

Caso recente

A questão da privacidade no aplicativo teve repercussão no Brasil recentemente. No dia 1 de março, a Polícia Federal brasileira prendeu o vice-presidente do Facebook na América Latina, Jorge Dzodan, por ter descumprido ordens judiciais que exigiam a liberação de conversas entre usuários da rede social Whatsapp, que pertence ao Facebook. 

Na época, a Justiça informou que se tratava de um processo de tráfico de drogas interestadual, em que a Polícia Federal (PF) solicitou ao Juízo a quebra do sigilo de mensagens trocadas no WhatsApp por suspeitos. 

Como o Facebook mostrou-se impassível aos pedidos da Justiça brasileira, o juiz decretou a prisão do responsável pela empresa no Brasil, usando como argumento o fato de ele impedir a investigação policial. A prisão preventiva de Diego Dzodan foi revogada um dia depois. 

Os esforços das empresas tecnológicas para implementar sistemas de codificação, dos quais nem mesmo as empresas têm as "chaves" para desbloquear informação, provocam críticas de organismos de segurança.

Recentemente, a Apple travou uma disputa com o governo americano, nos tribunais, pelo desbloqueio do iPhone usado por Syed Farook, um dos envolvidos no tiroteio em San Bernardino, na Califórnia.

Em 2 de dezembro do ano passado, Farook e sua mulher, Tashfeen Malik, mataram 14 pessoas e feriram dezenas nesta localidade, o pior atentado sofrido pelos Estados Unidos desde o 11 de Setembro.

Outras empresas tecnológicas do Vale do Silício, como Google, Facebook e Yahoo!, apoiaram a decisão da Apple de não colaborar com o FBI, a Polícia Federal americana, nesse âmbito da investigação.

Grande alcance

Dados revelados pelo próprio WhatsApp em fevereiro de 2016 apontam que o aplicativo já conta com aproximadamente 1 bilhão de usuários que trocam em torno de 42 bilhões de mensagens por mês. A partir de agora, ninguém terá acesso ao conteúdo dessas conversas além de quem participou delas.

Fonte: ZH

Infecção por malware é o tormento do gestor de segurança da Informação no Brasil...

Um estudo realizado pela ESET, empresa especializada em Segurança, revela que 65,18% das companhias brasileiras consultadas admitem que já tiveram problemas com segurança da informação. O problema mais recorrente, citado por 83,56% das empresas, foi a infecção por códigos maliciosos (malware).

Essa porcentagem representa quase o dobro da contabilizada nos demais países da América Latina, onde os malwares são citados por 44% das empresas consultadas em um estudo similar realizado pela empresa na região. A exploração de vulnerabilidades aparece como o segundo incidente com segurança da informação mais comum entre as companhias brasileiras, citado por 19% dos entrevistados, seguido por phishing, com 18%.

O ranking dos incidentes mais comuns entre as empresas no Brasil e na América Latina

  Brasil A.Latina
· Infecção por malware 83,56% 44%
· Exploração de vulnerabilidades 19% 14%
· Phishing 18% 15%
· Acesso Indevido 9% 44%
· Fraude interna 8% 12%
· Indisponibilidade 7% 14%
· Ataques DDoS 6% 16%
· Nenhum 34,82% 25%


“Esse estudo confirmou uma tendência que já tinha sido divulgada no relatório de tendências de segurança da informação da ESET América Latina. O documento apontava para o fato de que os cibercriminosos da região têm buscado novas formas de espalhar malwares entre as empresas da região”, aponta Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil.

O estudo mostra também que, apesar de serem importantes tendências na área de segurança da informação, as soluções para dupla autenticação ainda são pouco usadas pelas empresas brasileiras, sendo citadas por só 0,5% dos entrevistados. Outro fato relevante é que só 1,4% das companhias utilizam tecnologias para segurança dos dispositivos móveis.

A pesquisa revela ainda que 64% das empresas pesquisadas têm uma política de segurança definida, no entanto, investimentos em outros controles de gestão são inferiores a 30%. Medidas como Planos de Resposta a Incidentes (PRI) e Planos de Continuidade de Negócios (PCN) são implementadas por menos de um quarto das empresas pesquisadas.

“Esse cenário indica que mais de 80% das empresas brasileiras pesquisadas não possuem um plano definido sobre como atuar após um ataque. O que aumenta os riscos e os custos das organizações em casos de incidentes”, pontua Camillo Di Jorge.

*Com informações da ESET