quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Justiça determina o bloqueio do WhatsApp por 48 horas em todo o país...

As operadoras de telefonia celular receberam nesta quarta-feira uma determinação judicial para bloquear o funcionamento do aplicativo WhatsApp em todo o território nacional por 48 horas. O WhatsApp informou, ao EXTRA, que não vai se prionunciar sobre o assunto.

A medida passa a valer a partir de 0h desta quinta-feira, dia 17, e seguirá até a noite de sábado. As empresas de telefonia afirmaram, por meio do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), que vão cumprir a decisão que atinge Claro, Oi, Vivo, Tim, Sercomtel e Algar. A medida foi imposta sob pena de multa pela Justiça de São Paulo por meio de uma medida cautelar na 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, mas o autor da ação está mantido sob sigilo.

A decisão foi proferida pela juíza Sandra Regina Nostre Marques em um procedimento criminal, que corre em segredo de justiça."Isso porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. Em 7 de agosto de 2015, a empresa foi novamente notificada, sendo fixada multa em caso de não cumprimento. Como, ainda assim, a empresa não atendeu à determinação judicial, o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet", afirma a decisão.

O escritório do Facebook no Brasil, que é o dono do aplicativo, não comentou a decisão por se tratar de um produto diferente. Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que não tem informações sobre o bloqueio.

Em fevereiro deste ano, a Justiça de Teresina, no Piauí, determinou que todas as companhias de telefonia suspendessem temporariamente o funcionamento do aplicativo no Brasil. Nessa caso, o objetivo era forçar os donos do aplicativo a colaborarem com investigações. Na ocasião, as operadoras recorreram e o serviço foi reestabelecido.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Com preocupação após Paris, Abin monitora curiosos sobre EI na internet...

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) possui atualmente alguns “alvos” na área de terrorismo, pessoas que são acompanhadas e monitoradas com atenção “porque sobre elas pesa algum tipo de suspeição” de que possam se envolver mais ativamente, cooptar ou fornecer alguma forma de apoio a ações no país, informou o diretor-geral da agência, Wilston Trezza.

Entre os perfis que preocupam a Abin está o de pessoas que demonstram interesses por grupos de terroristas, como o Estado Islâmico, por meio de redes sociais. "E não [são] poucos, muitos. Alguns se envolvem um pouco mais", diz Trezza.

"O acesso as redes sociais hoje é uma parte considerável do dia a dia de todas as pessoas. E há pessoas que se interessam, por curiosidade, ou desperta o interesse, alguns se envolvem um pouco mais. Mas o fato de estarem acessando o site e fazendo contatos internacionais não significa que passaram a ser uma ameaça para o país”, explica.

Outro foco de atenção são estrangeiros que passam pelo país ou imigrantes, como.
Conforme o diretor-geral da Abin, "é natural" que haja perigo de que, entre os refugiados possa haver integrantes destas organizações.
Fluxo migratório
“Temos hoje esse fluxo migratório muito grande. Assistimos pela televisão as pessoas tentando entrar em outro país a pé.  Uma infinidade de pessoas, crianças, adultos, idosos e um controle absolutamente eficaz é difícil. Mas é possível que entre duas, três, quatro, cinco mil pessoas se dirigindo para determinada localidade, alguém seja integrante de alguma organização terrorista”, afirmou  o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, em Brasília.
Após os ataques em Paris, na França, reivindicados pelo Estado Islâmico e que deixaram ao menos 129 mortos e mais de 350 feridos, a Abin começou um trabalho de conscientização junto à iniciativa privada sobre a importância do tema, em especial devido à preparação para as Olimpíadas, que serão realizadas no Rio de Janeiro em 2016.

Conforme o diretor de contraterrorismo da agência, Luiz  Sallaberry, um encontro já foi realizado com shopping centers, e também será realizada uma reunião incluindo bares, restaurantes e hotéis do país para aumentar a troca de informações.

Conforme o diretor-geral da Abin, os ataques de Paris mudaram o foco de preocupação em relação a ataques isolados provocados por uma pessoa sozinha – chamados de "lobos solitários" -, pois, na capital francesa, várias pessoas realizaram atos isolados, mas salientou que não há indicação de grupos com estrutura para a realização de ações de terror no Brasil.
Sem indicação
“Não temos nenhuma indicação de que grupos estejam atuando no Brasil nesse sentido. São pessoas individualmente fazendo contatos. Há até a possibilidade de que vários dos que fazem contato de alguma maneira tem uma relação entre si. Não identificamos. Agora, no dia a dia, em nossas relações internacionais, temos a convicção de que não somos alvo de terrorismo”, salientou.

“A Abin não é um órgão consultivo, mas troca informações, e um dos assuntos que nós damos atenção é a entrada de estrangeiros em território nacional. Caso haja alguma suspeita por qualquer órgão ou uma suspeita originada na própria Abin sobre determinado estrangeiro, alertamos”, afirmou o diretor Luiz Alberto Sallaberry.

Fonte: G1