segunda-feira, 31 de agosto de 2015

DevOps: tendência para as empresas, desafio para os profissionais de TI..


A capacidade de adaptação é uma das características mais interessantes do ser humano.  No lado profissional, a TI é uma das áreas de atuação em que essa maleabilidade é mais exigida, já que cada dia traz uma nova tecnologia, uma nova forma de trabalhar. E a tendência do momento é o DevOps. 

Sua empresa pode adotar os processos e as ferramentas de automação mais eficientes do mercado, mas fomentar uma cultura DevOps não é usar uma ferramenta, simplesmente.  Ela se caracteriza pela alta colaboração entre as diferentes funções, o foco em negócios em vez de objetivos departamentais e pela confiança de que a aprendizagem ocorre por meio da experimentação.  Práticas Lean e Agile são fundamentais nesse processo – e se sua organização já as aplica, serão de grande auxílio para chegar a uma cultura de DevOps. 

A implantação dessa cultura se dá com os líderes trabalhando junto aos seus times na criação de um ambiente colaborativo entre as diferentes áreas, fazendo com que fiquem voltados para o negócio em um clima de ajuda mútua por conta do objetivo em comum. A adoção do DevOps pode implicar também um grande investimento em arquitetura e em sistemas. Os times de desenvolvimento que usam processos DevOps são geralmente pequenos, com escopo limitado para o que produzem.  A compatibilidade é garantida por uma coordenação entre os times ou uma boa definição de arquitetura. Uma base geral para projetos que adotam práticas DevOps é a arquitetura baseada em microserviços, onde a funcionalidade total do sistema deriva da composição de vários serviços.

 A construção dessa mentalidade requer que as pessoas mudem. O profissional de TI precisa abrir a mente, conhecer esta tendência, saber se sua empresa já utiliza DevOps e, se for o caso, chamar a atenção para a nova mentalidade e forma de trabalhar. É importante ainda estudar as ferramentas mais adequadas para a execução de tarefas repetitivas. Outro ponto fundamental é a sinergia, com os times de desenvolvimento e operações trabalhando sem objetivos individuais ou da área, mas com o mesmo foco da organização.  Os profissionais devem agregar colaboração, automação, práticas Lean e tudo que compõe a cultura DevOps no seu dia a dia, alinhados com o objetivo da empresa e fazendo do negócio o principal beneficiado.

Para enfrentar a mudança pode-se encará-la e sair na frente, ou resistir e ficar para trás. DevOps já é uma realidade e quem não encarou está ficando para trás há algum tempo. Profissionais de TI devem estar engajados e comprometidos com a redução de tarefas repetitivas e menos interferência humana na entrega do software em produção, reduzindo a possibilidade de erros. A empresa vai ganhar e você também reduzirá seu trabalho braçal e terá tempo para outras atividades.

*Maicon Rocha Alegre é DBA/ Administrador de Banco de Dados na ilegra.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sundar Pichai: quem é o CEO indiano do Google Inc., pós-Alphabet?

O Google anunciou nesta segunda-feira (10) uma alteração em sua estrutura corporativa, o que colocará cada área de seus negócios sob o guarda-chuva de uma nova empresa, batizada de Alphabet, comandada pelos seus fundadores originais, Larry Page e Sergey Brin. Com a mudança, um de seus atuais vice-presidentes, Sundar Pichai, se torna o novo presidente executivo da Google Inc., o braço de serviços de internet da companhia. (veja abaixo como fica a nova estrutura)

Em 2004, o indiano Pichai Sundararajan acabara de entrar em uma empresa que acabara de estrear na bolsa, sob o ceticismo que acompanhava a geração de empresas engolidas pela bolha da internet. Onze anos depois e já conhecido como Sundar, o executivo de 43 anos assume como o CEO da subsidiária que gera grande parte da receita de US$ 66 bilhões ao ano e foi criado pela maior mudança estrutural da história da empresa de tecnologia.

Com o anúncio desta segunda, feito de sem alarde através de uma publicação no blog da empresa, Page e Brin não só anunciaram um novo líder para os negócios. Eles divulgaram um novo desenho da estrutura corporativa da companhia que se tornou sinônimo de buscas na internet.

Criaram uma companhia chamada de Alphabet, que, depois de um processo de fusão, será a holding a reunir abaixo de si todas as outras divisões do Google. Page e Brin criaram da noite para o dia uma empresa que passou a ser dona do Google, a terceira marca mais valiosa do mundo em 2015 segundo avaliação da revista "Forbes", avaliada em US$ 434,44 bilhões, sem gastar um centavo.

No novo esquema, a Google Inc. dividirá espaço com outras subsidiárias, como Calico (genética), Google X (pesquisa e desenvolvimento), Google Ventures (investimento em startups), Google Capital (investimento em empresas), Fiber (conexão via fibra ótica) e Nest (eletrônicos para casas).

CEO da grana

Apesar de ter de dividir as atenções com os outros CEOs de cada área, Pichai controlará a empresa que levará dinheiro para a Alphabet. Será sua empresa que gerenciará as principais fontes de receita, dos anúncios na internet ao faturamento com as compras de aplicativos e outros conteúdos digitais. Isso ocorrerá porque sobre a batuta dele estarão os serviços do Google com os que os consumidores, de fato, têm contato: o correio eletrônico Gmail, o motor de buscas, o sistema operacional Android, o portal de vídeos YouTube e a loja de aplicativos, músicas e outros conteúdos Google Play.

O engenheiro metalúrgico formado pelo Instituto de Tecnologia de Kharagpur, na Índia, chegou a ser cogitado para assumir a Microsoft, enquanto a companhia procurava um novo CEO após Steve Ballmer anunciar sua saída em 2013. Nada mal para o executivo que ergueu sua carreira no Google destruindo serviços da emrpesa.

O até então vice-presidente de produto tem suas digitais no Gmail (lembra do Hotmail?) e foi durante muito tempo o líder do Chrome (alô, Internet Explorer). Além deles, Pichai foi um dos principais responsáveis pela criação do serviço de armazenamento Google Drive e do Google Maps. Em 2013, o Android, que equipa milhões de aparelhos, passou a ser um dos produtos sob sua supervisão.

Fora do Google

No currículo de Pichai consta ainda algumas incursões fora do Google, como o cargo de diretor da Jive Software (soluções colaborativas de comunicação) e o de membro do conselho na Ruba (guia de viagem). O histórico dele mostra, antes de tudo, que os serviços agora sob tutela da Google Inc. já passaram por suas mãos de alguma forma.

Mas, se antes Sundar Pichai apenas lidava com a parte operacional desses produtos, agora terá a preocupação de se preocupar também com a receita que geram. É esse o dinheiro que faz os carros autônomos e balões fornecedores de internet, desenvolvidos pelas outras divisões, desfilarem por aí.


domingo, 9 de agosto de 2015

Perdeu seu Smartphone? Saiba como proteger seus dados...

Cada vez mais presentes no nosso dia a dia, os smartphones carregam, muitas vezes, dados importantíssimos de nossas vidas: fotos, vídeos, mensagens, senhas, dados, acessos a e-mails, contas em redes sociais... A perda de um aparelho pode causar uma dor de cabeça muito grande - não apenas pelo prejuízo financeiro.

E como se proteger? Thiago Hyppolito, especialista em segurança da informação na McAfee do Brasil, integrante da Intel Security, apresenta algumas dicas para os consumidores protegerem seus dados e arquivos pessoais caso tenham o smartphone roubado ou perdido. Mas o segredo, mesmo, é a prevenção. Confira:

1. Sempre use senha para desbloquear o celular.
A senha pode dificultar o acesso aos seus dados particulares. "Mas nunca crie senhas muito fáceis como números repetidos ou em sequência. As senhas mais fortes e difíceis de serem decifradas são as mais longas e que combinam letras, números e símbolos", conta Thiago Hyppolito.

2. Tenha uma solução de segurança abrangente instalada no smartphone
Além de proteger contra vírus e ameaças online, a solução de segurança deve ser capaz de bloquear os dispositivos perdidos remotamente para que ninguém possa ter acesso aos dados pessoais do usuário.

3. Configure seus aplicativos para que não façam login automaticamente
Mesmo que seja prático, não é recomendável configurar os aplicativos para entrar em suas contas de e-mails e redes sociais automaticamente. "Alguém em posse do aparelho pode facilmente acessar suas contas bancárias, ler e-mails ou postar mensagens em seus perfis de redes sociais", comenta Hyppolito.

4. Use um aplicativo com GPS e alarme para encontrar seu smartphone
A maneira mais eficaz de localizar o aparelho perdido é usar um aplicativo com GPS para dispositivos móveis. Com o GPS é possível ver a localização do dispositivo em um mapa. A solução também permite soar um alarme a partir do envio de um SMS para o dispositivo perdido e tirar foto de quem tentar desbloquear o seu aparelho.

5. Anote seu código IMEI e guarde-o em um local seguro
Todos os aparelhos possuem um código conhecido como IMEI (International Mobile Equipment Identity), que funciona como uma identificação internacional de celulares. O número fica impresso atrás da bateria do dispositivo e, em caso de roubo, com o boletim de ocorrência e o código em mãos, é possível solicitar que a operadora bloqueie totalmente o aparelho.

6. Faça o backup dos dados do smartphone
Além do perigo de expor seus dados pessoais, a perda ou roubo do aparelho pode fazer você perder seus contatos, fotos, mensagens etc. Para proteger essas informações, use um aplicativo que mantenha sempre uma cópia de segurança atualizada dos seus dados para que possam ser resgatados se necessário.

Fonte: mundopositivo