domingo, 28 de setembro de 2014

Cloud ainda é dúvida para TI...

O termo computação em nuvem orbita no mercado de TI há quase uma década. Apesar disso – e da intensificação dada pela indústria em seus discursos há pelo menos cinco anos – o tema parece não ter decolado plenamente em solo nacional.

De acordo com a IDC, a grande maioria das empresas brasileiras ainda está em fases muito iniciais quanto a cloud computing, com projetos como virtualização de parques de máquinas e consolidação de infraestruturas. 

O assunto foi tema de um um debate durante o Red Hat Forum, evento que ocorre essa semana em São Paulo. 
O diálogo que tinha como proposta inicial debater o tema “inovação” teve grande parte dos diálogos focados em nuvem, o que torna latente que muitos pontos ainda não foram totalmente compreendidos ou superados em relação ao conceito.
“Hoje, por uma questão de escolha, não levaríamos nosso core para nuvem de maneira nenhuma”, disparou Cristiano Fernandes, gerente de TI da BM&F Bovespa.

Christian Fujisaka, coordenador de data center do Grupo Abril, disse que a empresa de mídia, sim, vem adotando o conceito para tecnologias que não compõem o core de seu negócio.
“O nosso maior desafio é integrar clouds, atualmente, heterogêneas”, sintetizou Fujisaka.
Quando a discussão tocou o tema de inovação, reforçou-se muito a necessidade de que esse tipo de iniciativa tenha vínculos e traga retorno às organizações.

Isso, na visão do executivo da BM&F Bovespa não significa necessariamente apostar em uma postura de early adopter ou adotar uma tecnologia de ruptura. “Esperamos que o conceito tenha maturidade, segurança e suporte e aí sim fazemos inovação”, diz Fernandes.
Apesar da postura cautelosa expressada por Fernandes, um estudo recente da IDC indica que 76% dos líderes de negócio acreditam que a TI tem papel importante quando o assunto é inovação. E mais: 55% vem que inovar só é viabilizada com as áreas de tecnologia ou com parceiros.

Por outro lado, o mesmo levantamento da consultoria indica que apenas 20% dos gestores de TI participam dos comitês de inovação das organizações. 
O que pode estar em curso é uma dissociação entre a realidade e a imagem dos profissionais sobre a própria atuação.
Um outro estudo recente da Dell mostrou que 49% dos decisores de TI de empresas brasileiras se considera "early adopter", ou seja, pioneiro na implementação de novas tecnologias, um pouco acima da média mundial de 42%.

Só 8% admitem que incorporam tendências em TI no momento em que as mesmas já estão consolidadas no mercado.
O problema é que, segundo os estudos clássicos sobre o assunto, os early adopters giram por regra em torno de 13% dos grupos. Os retardatários, por outro lado, costumam somar 16%.
“O CIO está em um momento importante de entender a mudança do papel dele”, comenta Luciano Ramos, coordenador de pesquisa de software da consultoria .

Tradicionalmente muito focado na operação e administração de máquinas, esses profissionais precisam achar brechas em suas atividades para virarem vetores de negócios, o que “não é simples pois ele tem um carga grande de trabalho para sustentar a estrutura tradicional”, observa o consultor.

“Vivemos uma mudança bastante radical”, sintetiza Lauro de Lauro, CEO da Dualtec Informática, para complementar: “O principal ponto é que as formas usadas antigamente não valem mais”.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Google revela primeiros celulares de baixo custo com Android One..

O Google anunciou, nesta segunda-feira (15), na Índia, os primeiros smartphones com o sistema operacional Android One, voltado para aparelhos econômicos. Em parceria com três fabricantes locais, a empresa está introduzindo a plataforma no país com telefones como o anunciado hoje, Karbonn Sparkle V Red, com dual-chip, tela de 4,5 polegadas (480 x 854 pixels), 1 GB de RAM, câmera de 5 megapixels e a versão KitKat do Android.

Anunciado em junho, o Android One visa atingir mais pessoas em mercados emergentes como a Índia, e o próprio Brasil, que deve receber algumas destas novidades, para o uso do sistema. O One é um projeto em que o Google disponibiliza o Android puro para fazer parte de gadgets mais econômicos, e garante que eles estejam sempre atualizados com o sistema mais recente.
Nesta segunda-feira, além do Sparkle V Red, o Google revelou mais dois smartphones já com Android One, que devem começar a ser vendidos ainda hoje. Um deles, inclusive, já entrou em comercialização antes da hora. A loja online Flipkart iniciou a venda do Dream UNO Mi-498, com tela de 4,5 polegadas, processador de 1,3GHz, 1GB de RAM, 4GB de armazenamento interno e câmera de 5 megapixels, por cerca de R$ 250.

Ao que tudo indica, os lançamentos são apenas os primeiros de muitos, tendo em vista que o Google estaria planejando mais aparelhos em parceria com grandes fabricantes, como Acer, Panasonic, HTC, entre outras. Indonésia, Filipinas e outros países do sul asiático estão no foco neste início de projeto e devem receber o Android One entre o fim deste ano e o meio de 2015.
Com essa iniciativa, a empresa pretende diminuir a fragmentação de seu sistema, que atualmente não é uma plataforma unificada. O objetivo final é evitar que o Android seja muito modificado pelas fabricantes e que não permaneça em versões desatualizadas, continuando presente em um grande número de telefones com maior consistência no serviço oferecido.

Fonte: Reuters