sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pesquisa aponta queda de receita e emprego em tecnologia no Brasil...

O incremento da receita e o número de empregos ofertados pelo mercado de tecnologia devem recuar em Brasil, México e Coreia do Sul. Pesquisa realizada pela KPMG com executivos dos Estados Unidos, em março de 2014, sobre o panorama de negócios do segmento, mostra uma reversão na expectativa em relação a 2013, quando esses países pareciam estar em alta.

Na edição 2014, um número menor de entrevistados elegeu esses três países como os maiores em expansão. A posição do Brasil como um mercado de crescimento de receita caiu dez pontos percentuais, chegando a 23%, e o país perdeu cinco pontos percentuais com relação ao nível de emprego, passando para 21%. Já a expectativa dos executivos da indústria de tecnologia na Coreia do Sul, em relação ao crescimento da receita da empresa, caiu de 14% em 2013 para 7%, e houve uma queda de dois pontos percentuais quanto ao aumento no nível de emprego. Em relação ao México, as perspectivas recuaram seis pontos percentuais para 9% em relação à receita, apresentando a mesma queda percentual no crescimento do nível de emprego, atingindo 15%.

“No Brasil, ainda que haja espaço para o crescimento do setor de tecnologia, as tendências macroeconômicas, como maiores taxas de juros, estão tendo um impacto sobre o crescimento,” diz Manuel Fernandes, sócio da área de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG no Brasil. “Apesar de a Coreia do Sul ter uma indústria de tecnologia competitiva, o amadurecimento do mercado de smartphones está contribuindo para a queda do crescimento do setor. Por outro lado, as perspectivas de emprego são mais positivas do que as de receita, já que a Coreia do Sul depende dos mercados externos”, completou.

O levantamento apontou ainda os principais mercados em termos de crescimento no nível de emprego da indústria até 2016, que são Estados Unidos, China e Reino Unido. A classificação do País de Gales é uma das grandes surpresas da pesquisa anual, com 42% dos líderes de tecnologia estimando o mercado britânico como a primeira, segunda ou terceira maior taxa de crescimento da receita da sua empresa nos próximos dois anos, em comparação com somente 18% na pesquisa de 2013. Os Estados Unidos permanecem o principal mercado, selecionado entre os três primeiros por 81% dos respondentes - número maior do que os resultados nas três pesquisas anuais anteriores - seguidos da China com 47%.

“A grande expectativa sobre o mercado americano tem a ver com a crença dos executivos no aumento da demanda por tecnologias de dispositivos móveis, da nuvem e de data & analytics que estão viabilizando novos modelos de negócio e aumentando as eficiências operacionais”, afirmou Fernandes.

Receitas de nuvem e dispositivos móveis superarão expectativas
Executivos entrevistados esperam que data & analytics (D&A) torne-se o principal fator de crescimento das receitas nos próximos dois anos e que a segurança seja um fator mais importante de crescimento das receitas do que antes. No levantamento, D&A pulou para o topo da lista, com 51% na pesquisa de 2014, em comparação com 33% em 2013 e 19% há dois anos. Estima-se que os dispositivos móveis (41%) e a nuvem (40%) sejam os próximos fatores que mais gerarão receita, seguidos de segurança (28%), Internet das Coisas (19%), e TI voltada ao consumidor individual (19%).

“O aumento nas expectativas em relação ao crescimento de data & analytics é devido, em grande parte, à maior gama de serviços baseados na nuvem e nos dispositivos móveis que produzem grandes quantidades de dados e uma vantagem competitiva para aqueles que conseguem prospectar dados para insights sobre os quais possam ser realizadas ações,” disse o sócio Manuel Fernandes. “A segurança é outro mercado em crescimento, avançando de sexto para quarto na lista de fatores de geração de receita. Isso faz sentindo considerando que a segurança permanece o maior desafio à adoção das tecnologias de mídias sociais, dispositivos móveis e nuvem, e será um desafio-chave à medida que a Internet das Coisas ganhe força no mercado."

“Estamos presenciando a convergência de tecnologias e de oportunidades de negócio que está gerando um grande volume de receitas com a nuvem e com os dispositivos móveis,” afirmou. “Além disso, as empresas de tecnologia estão alavancando a nuvem para transformar o negócio e tornarem-se mais eficientes, rápidas e flexíveis”.

Fonte: Pense Empregos

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