sexta-feira, 30 de maio de 2014

Direito de se desconectar após expediente ganha força na Europa...

O direito dos funcionários de desconectarem seus celulares e notebooks ao fim da jornada de trabalho ganha cada vez mais força em países como a Alemanha e a França, onde aumentam as iniciativas para proteger a vida privada. Nos últimos anos, grande empresas da indústria alemã também aderiram à iniciativa e decidiram limitar o acesso de seus executivos aos correios eletrônicos fora da hora de trabalho.

:: Checar e-mail depois do expediente ajuda ou atrapalha a carreira?

As medidas são uma reação ao aumento alarmante na incidência de transtornos psicológicos relacionados ao trabalho causados, principalmente, pelo volume de comunicação e informação.

"À medida que o trabalho penetra cada vez mais na esfera privada, os empregados sofrem mais estresse, mais "burn out" (esgotamento) e incapacidade de se desconectar", informa um relatório que reúne 23 estudos internacionais compilados pelo Escritório para a Segurança e a Saúde no Trabalho da Alemanha (BAuA, nas siglas em alemão).

O trabalho à distância pode ser ideal se satisfizer o desejo dos executivos de ter maior flexibilidade, enfatiza Frank Brenscheidt, que conduz a questão no BAuA.

– Mas quando se conectar em casa significa pressões permanentes e um excesso de horas extras, isso pode deixar alguns trabalhadores doentes – acrescenta.

Na Alemanha, os dias de falta por problemas de saúde, como transtornos psicológicos, aumentaram mais de 40% entre 2008 e 2011, de acordo com outro estudo da BAuA.

Há três anos, por iniciativa do poderoso sindicato IG Metall, a fabricante de veículos Volkswagen decretou uma trégua diária no envio de e-mails para os celulares de trabalho.

Os empregados da empresa já não enviam mensagens entre as 18h15min e 7h. A medida, que inicialmente destinava-se a cerca de mil empregados, foi ampliada a 5 mil do total de 255 mil que o grupo tem na Alemanha.

Sua concorrente BMW escolheu outro caminho.

– Estamos conscientes de que é preciso impor limites entre o trabalho e a vida privada, mas não queremos regras rígidas que limitem as vantagens do trabalho flexível – disse Jochen Frey, porta-voz da empresa.

Desde o começo do ano passado, mais de 30 mil empregados do grupo têm autorização de trabalhar fora das dependências da empresa em horários especiais. Se alguém passa uma hora respondendo a e-mails durante o fim de semana, por exemplo, pode contabilizar como hora extra.

– Isso supõe confiança e diálogo entre os funcionários e seus chefes – explica Frey.

A Daimler, fabricante que pertence à Mercedes-Benz, lançou no Natal um "assistente de ausência", que apaga as mensagens que chegam ao correio eletrônico dos funcionários, se assim desejarem durante seu período de descanso. O sistema notifica o emissor da mensagem sobre a desconexão e orienta para quem a mensagem pode ser enviada no lugar do destinatário original.

Em 2010, a direção da Deutsche Telekom se comprometeu a não pedir disponibilidade contínua a seus funcionários, como aconteceu na França com a operadora France Telecom (agora Orange).

Na França, um acordo setorial garante o "direito de se desconectar" dos executivos de empresas digitais que trabalham sem horário fixo, o que virou motivo de piada nos países anglo-saxões, onde ser "workaholic" (viciado em trabalho) é considerado uma virtude.

As normas, que fazem referência à obrigação de respeitar o direito ao repouso, foram elogiadas pelos sindicatos, que, no entanto, não acreditam que será aplicada seriamente. Para o IG Metall, o maior sindicato da Europa, os avanços obtidos em algumas empresas são insuficientes, e é preciso rediscutir a legislação.

A organização está negociando com o Ministério alemão do Trabalho, que, em 2013, estabeleceu um acordo para que seus colaboradores não sejam perturbados durante o tempo livre, salvo em "casos excepcionais justificados".

AFP

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Anúncios estarão em carro, relógio e geladeira, diz Google...

O Google disse que, daqui há alguns anos, haverá publicidade em qualquer objeto, como termostatos, geladeiras, painéis de carro e relógios. A afirmação de que esses dispositivos poderiam mostrar anúncios e outros conteúdos aparece em um registro na Comissão de Títulos e Câmbios dos Estados Unidos em dezembro de 2013, segundo o jornal The Guardian.

O registro foi repercutido pelo CEO e fundador da Nest, Tony Fadell, que fabrica termostatos controlados pela web e foi comprada pelo Google em janeiro deste ano por US$ 3,2 bilhões. “A Nest funciona independentemente do resto do Google, com um time de gerência, marca e cultura separados. Não temos nada contra anúncios - afinal de contas, a Nest faz muita propaganda. Nós só não achamos que elas são certas para a experiência do usuário da Nest”, comentou.

O Google também afirmou: “A Nest, que adquirimos depois de esse registro ter sido feito, não tem um modelo baseado em publicidade e nunca teve nenhum plano para isso”.

Estratégia

A Comissão de Títulos e Câmbios pressionou o Google a dividir suas fontes de publicidade entre “desktop” e “mobile”, já que investidores suspeitam que os anúncios móveis geram menos receita e interação e que a mudança do uso da internet para celulares pode afetar a receita da empresa.

No registro, o Google disse que colocar celulares e tablets em uma única categoria mobile poderia ser uma maneira enganosa de dividir as fontes, pois o uso de tablets “tem muito mais em comum com desktops do que com celulares”.

A empresa também acredita que os dispositivos inteligentes estão mudando o mercado de publicidade online e já começou a dar seus passos para acompanhar essa tendência. Ela assinou um acordo em janeiro com a Audi, General Motors, Hyundai e Honda para levar o Android aos painéis dos carros, anunciou o sistema operacional para smart watches, além de ter iniciado as vendas do Google Glass para qualquer pessoa nos Estados Unidos.

Fonte: The Guardian

sexta-feira, 2 de maio de 2014

8 competências de Inteligência Emocional...

A inteligência emocional é uma poderosa habilidade de aliar emoções e pensamento e, assim, qualificar nossas ações. Ao tomarmos consciência das emoções e delas extrair informações, nosso pensamento torna-se ao mesmo tempo mais abrangente e preciso. E nossas ações mais eficazes. Ela nos garante capacidade de escolher novas formas de lidar com as situações difíceis e de se libertar de velhos hábitos de pensar e de agir que não produzem os resultados que queremos. Saber agir emocionalmente com inteligência pode trazer diversas vantagens na sua carreira.

Confira as 8 competências de inteligência emocional que você não pode ignorar no ambiente de trabalho:

1. Melhorar o Aprendizado Emocional: é importante saber identificar e interpretar as emoções, a fim de reconhecer suas causas e efeitos. Sem isso, você não tem nenhum controle sobre as suas reações frente às situações que podem surgir;

2. Reconhecer Padrões: se você consegue observar e identificar como reage às diferentes situações e emoções, fica mais fácil agir de modo mais efetivo no desafios do ambiente de trabalho;

3. Refletir Consequências: examinar as consequências de seus padrões e escolhas permite uma reflexão sobre as consequências da expressão das suas emoções perante superiores, colegas e subordinados;

4. Navegar Emoções: as emoções contêm dados e energia. Navegar Emoções é encontrar a sabedoria e utilidades dessas informações e saber se aproveitar delas para melhorar seu desempenho;

5. Motivação Interna: criar e manter a energia necessária para manter-se no caminho, apesar da resistência e dos obstáculos que aparecem diariamente no trabalho, faz com que você se mantenha responsável, colocando-se no comando das ações e respostas a despeito dos estímulos externos;

6. Otimismo: combinar pensamento e sentimentos para alterar nossas crenças, medos e atitudes para um viés mais proativo. Isso permite que você encontre soluções inovadoras e inspiração para “matar um leão por dia” (ou vários…);

7. Melhorar a Empatia: reconhecer e apropriadamente responder às emoções das outras pessoas pode fazer com que você melhore sua empatia junto a seus colegas, facilitando o atingimento das metas da empresa e de seus objetivos pessoais de carreira;

8. Buscar Metas Nobres: meta nobre é uma declaração de missão pessoal, é o legado que você quer deixar para o mundo. Buscá-las constantemente faz que suas decisões de curto e longo prazo estejam claramente norteadas, o que pode ajudá-lo a criar e manter o comprometimento e a motivação na vida pessoal e profissional.

Essas competências, quando aplicadas conjuntamente, possibilitam atuar de maneira emocionalmente inteligente, a partir de uma tomada de decisões bem informada, intencional e com propósito.