terça-feira, 30 de julho de 2013

Google aprimora busca por voz no Chrome ao estilo Google Now...

Da mesma forma como já acontece com o Google Now em smartphones e tablets, o Google inseriu um atalho para que a busca por voz possa ser realizada diretamente no seu navegador Chrome. Todo o processo é realizado sem o auxílio de um mouse, ou toque na tela.

O navegador Chrome, e apenas ele, permite que a busca realizada dentro do site do Google possa ser realizada por meio da voz. Este recurso não é novo e está presente dentro da barra onde o termo a ser pesquisado é inserido, em um pequeno ícone cinza de microfone na parte direita. A busca pode ser realizada com um clique no ícone, ou, agora, com um atalho que funciona tanto em PCs quanto em Macs. Nos computadores com Windows – ou Macs que utilizam teclados que não são da Apple – basta segurar Control + Shift + . (ponto final) e no teclado da Apple em Macs, basta trocar o Control pela tecla Command, que é a tecla que está em ambas as laterais da barra de espaço, e que exibe este sinal: ⌘.

Ao pressionar as três teclas ao mesmo tempo, a interface de busca – que é exatamente a mesma que está presente no Google Now de aparelhos móveis, é exibida e a pesquisa pode ser realizada com o termo falado. Em testes realizados, o reconhecimento dificilmente errou um termo, mesmo em língua estrangeira. Em alguns momentos, o buscador não finalizou o reconhecimento de voz, que pode ser concluído ao pressionar a tecla Enter.

Este recurso também responde algumas perguntas, mas não na língua portuguesa que utilizamos. Para um teste, entramos no Google do Reino Unido (www.google.co.uk) e perguntamos quem é Barack Obama (dizendo: Who is Barack Obama?). O sistema respondeu, em uma voz natural, com base no resultado que a Wikipédia entrega.

Este recurso exige que o computador esteja conectado à um microfone, que pode ser o que já existe em vários notebooks, ou então algum microfone configurado pela porta USB.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Governo cobra do Google instalação de data center no Brasil...

Google tem oito data centers espalhados pelo mundo,
 um deles em Iowa
O governo cobrou do Google, maior ferramenta global de buscas na internet, que instale no país um data center após as denúncias de espionagem dos Estados Unidos contra cidadãos brasileiros. O assunto foi tratado nesta terça-feira em encontro do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, com o presidente do Google Brasil, Fabio Coelho.

"É importante ter data center no Brasil", disse Bernardo a jornalistas após o encontro. "Isso resolveria algumas situações."

Há duas semanas, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou convites a ministros, ao embaixador norte-americano no país e a representantes de grandes empresas da Internet para uma audiência sobre as denúncias de espionagem a cidadãos brasileiros por parte do governo norte-americano.

O convite aconteceu após o ex-prestador de serviços da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden revelar programas secretos de espionagem do governo norte-americano.

A revelação gerou mal-estar com aliados europeus de Washington e descontentamento na América Latina, depois que o jornal O Globo revelou que países da região também eram alvos da espionagem norte-americana.

"A verdade é que a situação do jeito que ficou, com as denúncias do Snowden, ficou constrangedora", disse Bernardo. "É uma situação que vamos resolver no campo diplomático, mas isso afeta empresas do setor."

Segundo o ministro, Coelho negou que o Google tenha entregue ao governo norte-americano dados em massa, como foi denunciado. O executivo teria dito também que a questão financeira não é um empecilho para a instalação de um data center no país, mas sim a arquitetura da rede.

Atualmente, quando demandado pela Justiça brasileira a ceder dados, o Google argumenta que não atende o pedido porque o data center fica no exterior, disse o ministro.

domingo, 14 de julho de 2013

O homem mais procurado do mundo...

Edward Snowden concede entrevista em  Hong Kong
ao jornal The Guardian. Seu paradeiro atual é desconhecido.
(Foto: © Getty Images)
Poderia ser um criminoso, terrorista, traficante de drogas ou político corrupto, mas não. O homem mais procurado do mundo é um ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos. Barba e cabelos loiros, rosto sereno e bondoso, Edward Snowden saiu do anonimato direto para a lista dos “mais procurados” do governo. Ele é o responsável pelo vazamentos de arquivos que tornaram públicos a existência do PRISM, programa norte-americano de rastreamento com capacidade de acessar arquivos de áudio, vídeo, foto, e-mails, histórico de buscas e outros dados sigilosos de qualquer cliente das maiores empresas de internet do mundo. 

Talvez esse jeito que lhe transparece tenha sido o motor para que ele se denunciasse um dos maiores programas confidenciais de inteligência americana. Aos 29 anos, Snowden acendeu a chama de um debate importantíssimo sobre o equilíbrio entre segurança nacional e privacidade no mundo moderno. 

Antes de trabalhar pelos últimos quatro anos, da NSA, foi assistente técnico para a CIA (Agência Central de Inteligência) Em qualquer lugar do mundo, funcionários de agências de inteligência são obrigados a assinar uma série de contratos que garantem, juridicamente, o segredo dessas informações. Neste impasse entre o que era certo para o governo ou o que era melhor para a população, Snowden optou pelo segundo. Desde então, largou tudo e partiu para Hong Kong, onde teria o mínimo de segurança para liberar os documentos sem ser capturado quase que imediatamente pela polícia. Entre eles, uma apresentação de slides que servia para treinar novos oficiais a lidar com o software de rastreamento, dava todos os detalhes do alcance e dimensão do PRISM. 

Depois da reportagem dada com exclusividade ao jornal britânico The Guardian, Snowden se mandou mais uma vez, primeiro com destino à Rússia, depois, ninguém sabe. O governo norte-americano chegou a fazer um pedido formal de extradição a qualquer país que saiba de seu paradeiro.

Certo é que ele está em busca de asilo político e o Equador já sinalizou interesse. O país já dá proteção ao australiano Julian Assange, idealizador da Wikileaks, organização sem fins lucrativos que publica documentos, fotos e informações vazadas de governos ou empresas sobre assuntos confidenciais, polêmicos e/ou de interesse público. Com tudo caminhando para que os dois grandes procurados da Casa Branca permaneçam sob custódia dos sulamericanos, o presidente equatoriano, Rafael Correa, já indicou que não aceitará pressões, abdicando, inclusive, de benefícios tarifários dados pelos EUA pela campanha antidrogas instaurada no país. 

A história de Snowden e Assange tem, inclusive, algumas semelhanças, além do fato de representarem inimigos de estado para os EUA. Ambos querem ser trazidos a qualquer custo pelo governo norte-americano para que sejam “julgados como manda o rigor da lei”, despertaram o ódio de políticos e autoridades poderosas do país e lutam a favor dos direitos de liberdade de expressão, informação e contra os abusos de grandes figurões do cenário global. A diferença é que Snowden se aproxima mais da figura de Bradley Manning, fonte das denúncias sobre o governo ao Wikileaks. O papel de Assange, de disseminar a informação, ficou com o jornalista Glenn Greenwald, do Guardian, a quem Snowden revelou o segredo. 

O soldado informante do Wikileaks está preso desde 2010. Ele aguarda julgamento, com risco de ser condenado à prisão perpétua. Para a justiça americana, o caso de Snowden é ainda mais grave. As informações liberadas por ele estão no mais alto grau de confidencialidade, o chamado “Top Secret”, enquanto a pesada pena de Manning pode vir por um “crime” bem mais leve. 

Na última década, depois dos atentados de 11 de setembro, o sistema judiciário dos EUA ganhou o costume de passar leis com enfoque em segurança pública, que rivalizam com a proteção de dados pessoais na internet. O que se vê, é um esforço político para que se flexibilize e possibilite esse monitoramento geral e irrestrito, algo que fere o direito à privacidade previsto nos Direitos Humanos. 

Snowden já declarou em entrevista que nem cogita a possibilidade de, um dia, voltar para casa, apesar de considerar que não fez nada errado. Os desdobramentos dessa história ainda estão longe do fim, restando, a Snowden, apenas se esconder e procurar proteção. “Eu quero que o foco esteja nos documentos e nos debates que isso deve desencadear entre os cidadãos sobre o tipo de mundo que queremos viver. Minha única motivação é informar o público sobre o que é feito com nome dele e o que é feito contra eles”, disse ele ao Guardian.

sábado, 6 de julho de 2013

Monitoramento digital é intolerável, afirma Stallman...

Celebridade da computação, Richard Stallman chegou ao Fórum Internacional do Software Livre (Fisl), em Porto Alegre, deixando o mínimo de rastros possível. O pai do sistema GNU/Linux usa cartão de crédito apenas para comprar passagens de avião, não tem celular e proíbe que tirem fotos suas para postar no Facebook. O americano formado por Harvard e MIT parece ranzinza, mas contou até piadas em português. Depois de ter estipulado uma série de regras como pré-requisitos para falar, Stallman concedeu entrevista a ZH. Confira os principais trechos.

Zero Hora — Como o senhor vê a inclusão digital, que permite mais pessoas com acesso à internet?

Richard Stallman — Eu não acho que inclusão digital seja necessariamente boa. Depende no tipo de sociedade digital em que vivemos. Se é uma sociedade livre, que respeita nossa liberdade, então é boa. Se é injusta e tirânica, como a que Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos proporciona, o povo está melhor sem inclusão digital. O que deveríamos fazer é lutar por uma sociedade digital livre.

ZH — Software livre seria a saída?

Stallman — Não apenas o software livre. Uma das ameaças à nossa liberdade é o software que controla os usuários, ou seja, software que não é livre. Podemos nos livrar desse problema, porém há outras ameaças. O constante monitoramento digital de certos países é intolerável. As pessoas não deveriam confiar dados pessoais aos sites. As pessoas não deveriam usar sites que exigem essas informações. Eu uso internet no computador de outras pessoas, para que minha navegação não seja relacionada a mim.

ZH — O senhor tem celular?

Stallman - Eu não tenho um aparelho móvel porque ele rastreia você.

ZH — Então a internet não seria um meio tão democrático assim?

Stallman — Democrático é um termo ambíguo, e eu não tenho certeza do que significa, mas de alguma maneira, se você publicar conteúdo em alguns sites, você pode receber atenção sem ser rico ou famoso, mesmo que eu saiba que empresas como Microsoft pagam pessoas para falar bem dos produtos deles na internet. Há pessoas usando a internet de forma errada, e ao mesmo tempo, empresas coletam muitos dados sobre as pessoas que se relacionam com elas.

ZH — Toda empresa faz isso?

Stallman - Angry Birds (jogo para smartphones), por exemplo, coleta informação sobre a localização de usuá-

rios, e claro, é um software que não é livre. Mas o que você esperava? É claro que é mal-intencionado. Os programas mais vendidos são conhecidos por terem funções maliciosas. Há três funções maliciosas: restringir o usuário (as chamadas algemas digitais), a espionagem e os backdoors (falhas no sistema que permitem entradas sem conhecimento do usuário). Computadores da Apple têm só algemas digitais, creio, mas os com Windows têm os três.

ZH — Isso pode ser combatido?

Stallman — Refleti sobre isso quando estávamos fazendo um telefone móvel apenas com software livre, mas tive de pensar: 'há uma maneira de fazê-lo funcionar e controlar o rastreamento?' Não consegui encontrar uma forma de fazer isso. Eu teria de carregar uma antena junto, para mirar nas torres, Seria um grande trabalho, então decidi não ter celular. Quando preciso ligar, peço para alguém fazer a ligação por mim, e nunca tive problemas. Consegui alguém todas as vezes que precisei.

ZH — Por que o senhor considera inseguras as urnas eletrônicas do Brasil?

Stallman - O Brasil perdeu todas as suas possibilidades de saber se os votos são contados corretamente. Acredito também que no Brasil alguém pode descobrir os votos dos outros à distância. As urnas emitem radiação eletromagnética, que pode ser usada para ver o que está sendo mostrado na tela. Há maneiras de ver em quem se vota, e isso é muito perigoso.

ZH — Por que os governos querem saber tudo sobre as pessoas?

Stallman - Porque assim o governo pode pegar qualquer delator. O governo não quer que nós saibamos o que acontece. Os Estados Unidos já mostraram que estão dispostos a caçar e condenar delatores, a qualquer custo. O monitoramento que temos nos Estados Unidos hoje é incompatível com os direitos humanos.

ZH — Como vê o uso dessas ferramentas para organizar protestos contra governos?

Stallman - É irônico, dado o quão horrível é o Facebook. O Facebook é uma ferramenta monstruosa de monitoramento. Eu imploro para que você não use. Eu nunca usei.

Fonte: ZH

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Fórum do Software Livre começa em Porto Alegre...

Em coletiva de imprensa, com fala de organizadores do evento, o FISL (Fórum Internacional do Software Livre) foi aberto oficialmente.

Já por volta das 9h30 da manhã, o centro de eventos da PUCRS estava lotado de participantes que faziam fila para receber suas credenciais de acesso. Em sua 14ª edição, o FISL tem, em quatro dias de programação, mais de 600 palestrantes previstos, além de oficinas e outras atividades sendo realizadas simultaneamente.

Um dos focos do evento nesto ano é a educação, com uma sala exclusiva dedicada para o assunto, em que educadores, desenvolvedores e alunos trocarão ideias sobre Software Livre.

Já a partir das 11h desta quarta-feira, o Fisl tem intensa programação, que pode ser conferida em zhora.co/fislprogram.