quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Brasil foi o país que mais cresceu no Facebook em todo o mundo em 2012...


Se no mundo real é a 7ª economia do planeta, no mundo virtual, representado pelo planeta Facebook, o Brasil foi o país que mais cresceu em 2012. Dos 201 milhões de brasileiros, 65 milhões possuem uma conta na rede social criada por Mark Zuckerberg, em 2004. O número representa uma atividade de 32,44% da população brasileira.

A paisagem do Facebook passou por grandes transformações no ano passado. A América do Norte deixou de ser a 1ª posição no ranking dos continentes, caindo para a 3ª em número de usuários. Quem assumiu o topo foi a Ásia, que possui 278 milhões de pessoas conectadas. Porém, a penetração da rede social nos países asiáticos (6,88%) fica a frente apenas do continente africano, que possui 5,10% de participantes.

Em 2012, cerca de 30 milhões de brasileiros criaram um perfil no Facebook. O levantamento do site Social Bakers aponta que a perspectiva de crescimento da rede é positiva na América Latina, ultrapassando concorrentes como o Orkut na preferência dos internautas.

Paula Jung é doutora em Comunicação Digital pela PUCRS e estuda o comportamento do público em redes sociais. Segundo a consultora em comunicação digital, as principais características que ajudam a entender o fenômeno de crescimento brasileiro no Facebook são a socialização, o acesso a internet em casa e, por fim, os crescimento dos dispositivos móveis.

— Essa mudança que ocorreu nos últimos anos, com as pessoas conectadas em casa e os planos voltados para celulares faz com que elas fiquem mais tempo online. Isso passou a ser um entretenimento nos finais de semana — explica.

Paula ainda aponta a tendência que o brasileiro tem de humanizar as redes sociais, criando uma relação quase emocional com aquele universo. Quanto às marcas, o sucesso em números de seguidores vem de estratégias de marketing adotadas pelas empresas, que perceberam que naquele espaço estão falando com o público. De acordo com o site Social Bakers, as marcas nacionais mais seguidas são Guaraná Antartica e Skol.

— O sucesso de uma marca na internet passa pelo engajamento das pessoas, perceber qual conteúdo o público prefere, fazer uma análise. O brasileiro criou uma relação peculiar com a internet — avalia.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Quais características distinguem os líderes de perfil inovador?


Lendário líder da Procter & Gamble, A.G. Lafley costumava dizer que "inovação é o trabalho central de todos os líderes, seja o chefe de uma unidade de negócios ou o CEO da empresa". Não é assim, contudo, que a maioria dos líderes costuma pensar, confirmado em oito anos de pesquisas. O fato é que os profissionais de perfil inovador frequentemente deixam as empresas. Lafley está certo, porque a inovação é mais necessária do que nunca. Será, então, que os líderes mais "convencionais" que permaneceram no ambiente corporativo conseguem se transformar em inovadores? E o que impulsionaria tal transformação? Fomos investigar. A pergunta inicial foi "por que algumas pessoas são mais inovadoras do que outras?". E as respostas apareceram.

A primeira: elas confiam em sua "coragem de inovar" para gerar impacto a partir de ideias. A segunda: para que surjam ideias inovadoras, deve-se ter a capacidade acima da média de fazer associações de ideias. Em parte, isso explica por que o cérebro delas funciona dessa maneira, mas a razão maior é que praticam com frequência quatro competências comportamentais: questionar, observar, fazer networking e experimentar.

Não são competências do outro mundo, certo? Então, por que algumas pessoas as empregam muito mais do que outras? Voltamos ao início: elas têm coragem de inovar, ou seja, estão dispostas a abraçar a missão de mudar e correr riscos para que mudanças ocorram. A seguir, as cinco competências.

1 — ASSOCIAR

Como Steve Jobs disse, criatividade é juntar ideias. Ele acrescentou que, quando perguntamos a pessoas criativas como fizeram algo, elas se mostram um pouco culpadas por não tê-lo feito realmente, mas apenas detectado.

— Elas tiveram a capacidade de combinar experiências e sintetizar coisas novas — observou Jobs.

É assim que os inovadores pensam diferente, o que chamamos de associação, competência cognitiva, que é a base do DNA do inovador. Quando o cérebro absorve ativamente conhecimentos, aumentam as possibilidades de criação de ligações entre ideias. Da mesma forma, o poder de associação pode ser desenvolvido por meio do uso de perguntar, observar, cultivar o networking e experimentar.

Em nossa pesquisa, os inovadores de alto nível tiveram índices excelentes em associação, com os inovadores de processos mostrando competências ligeiramente inferiores às de inovadores de produtos (mesmo assim, bem superiores às dos não inovadores). Associações novas permitem chegar a ideias de negócios disruptivos (tec­no­lo­gias que des­troem o que existe, atendendo às exi­gên­cias dos clien­tes e utilizando algo novo). Essas surgem de três modos:

1. Criação de combinações estranhas. Às vezes, os líderes mais inovadores capturam o que parecem ser associações tênues entre ideias e conhecimentos, misturando e combinando conceitos diferentes. Assim, produzem ocasionalmente projetos incomuns que podem ser catalisadores de ideias criativas de negócios. O fundador do eBay, Pierre Omidyar, tinha conversado com consultores que tentavam resolver o problema de transportar rapidamente produtos entre a lavoura e o consumidor.

A pergunta que ele fez: "por que não despachar um pé de alface pelo correio?" Omidyar admitiu:

— Era uma ideia estúpida, mas um exemplo de como juntar duas coisas nunca somadas.

2. Zoom in e zoom out. Empreendedores inovadores "mergulham" (zoom in) para compreender as sutis nuances da experiência particular de um cliente e "voam" (zoom out) a fim de saber como tais detalhes se encaixam no quadro maior. A síntese das duas visões leva a associações surpreendentes. Um adepto do uso do zoom in e do zoom out? Steve Jobs.

3. Pensamento Lego. Se os inovadores têm algo em comum, é adorar colecionar ideias. Inovadores que participam com frequência de atividades de indagar, observar, conversar com pessoas e experimentar se tornam mais capazes de associar.

2 — QUESTIONAR

Os inovadores fazem muitas perguntas para entender melhor o que é e como poderia ser. A pesquisa demonstrou que os inovadores questionam mais que os não inovadores e são mais provocativos.

Por ter feito muitas perguntas, A.G. Lafley ajudou a virar o jogo na P&G. Ele começava conversas ou reuniões com perguntas como: "qual é a consumidora-alvo deste produto?", "qual o tipo de experiência que ela quer?". Depois, mudava a linha para questões do tipo "e se...", procurando chegar a inovações centradas no consumidor.

Alguns inovadores lembram que seus pontos de vista sobre o mundo nunca são territórios reais. De maneira intuitiva, dependem de uma variedade de perguntas para desenvolver compreensão profunda de como as coisas são de verdade, antes de testar como poderiam ser: "o que é?", "qual é a causa?", "por quê?", "por que não?" e "e se...?".

3 — OBSERVAR

Tom Kelley, da empresa de design Ideo e autor de A Arte da Inovação (ed. Futura), escreveu que a pesquisa do antropólogo é a maior fonte de inovação em sua empresa. Esses profissionais desenvolveram técnicas para estudar os homens em seus ambientes naturais e aprender com seus comportamentos. Quando os clientes se tornam conscientes da tarefa que precisam cumprir, olham em volta à procura de um produto ou serviço que possam "contratar".

Observar alguém em uma circunstância particular pode levar a percepções sobre a tarefa a ser realizada e a melhor maneira de cumpri-la. Observar é habilidade-chave de descoberta para inovadores, que tendem a gerar percepções de negócios a partir de um dos dois tipos de observações:

1. Observar pessoas em circunstâncias diferentes ao tentarem realizar uma tarefa e obter percepções sobre qual é a tarefa que elas desejam realizar.

2. Observar pessoas, processos, empresas ou tecnologias e buscar uma solução que possa ser aplicada (talvez com modificações) em um contexto diferente. Enquanto estiver observando clientes, empresas ou outra coisa qualquer, use mais de um sentido (visão, olfato, audição, tato e paladar).

4 — NETWORKING

Os inovadores ganham uma perspectiva nova quando dedicam tempo e energia a descobrir e a testar ideias por meio de diferentes pessoas. A pesquisa revelou que empreendedores de startups e corporativos são melhores em formar networking de ideias do que inventores de produtos e bem melhores do que inventores de processos e não inovadores.

O princípio básico de cultivar uma rede de ideias é construir uma ponte para uma área de conhecimento diferente interagindo com alguém com quem você ou seus pares não interagiriam normalmente. Em mais ou menos metade dos casos que estudamos, em que ideias novas chegaram por meio do networking, o empreendedor praticamente tropeçou na ideia. No entanto, pessoas que cultivam com eficiência networking também fazem planos para conseguir novas ideias de modo deliberado, consultando regularmente especialistas de fora de seu grupo, participando de encontros e formando uma rede pessoal de confidentes criativos.

5 — EXPERIMENTAR

Os inovadores de negócios vivem experiências distintas das do dia a dia e desconstroem produtos e processos em busca de dados que possam provocar uma ideia. Jeff Bezos, da Amazon, aprendeu que experimentar é crucial e institucionalizou o processo.

— Estimulo os funcionários a testar. Se você aumenta o número de experiências de cem para mil, crescem as inovações — conta Bezos.

De todas as competências de descoberta, determinamos que experimentar era o melhor diferenciador entre inovadores e não inovadores. Assim, se você quiser encontrar alguém com tendência à criatividade e à inovação, avalie sua competência de experimentação. A maioria dos inovadores de nosso estudo tinha, pelo menos, uma das três maneiras de experimentar:

1. Tentar novas alternativas por exploração direta, como Steve Jobs fez ao permanecer em um ashram na Índia ou estudar caligrafia.

2. Desmontar coisas, física ou intelectualmente, como Michael Dell, quando, aos 16 anos, separou as peças de um computador.

3. Testar uma ideia por meio de pilotos e protótipos, como Michael Lazaridis, o inventor do BlackBerry.

SOBRE O ESTUDO

_ DNA do Inovador, novo livro de Clayton M.Christensen, que recentemente foi lançado no Brasil pela HSM Editora, é resultado de uma série de entrevistas com altos executivos que durou oito anos. O curioso é que, a Christensen e aos coautores, Jeff Dyer e Hal Gregersen, a maioria não mencionou uma ideia inovadora de negócios de sua autoria. Por quê?

_ A explicação encontrada é que as competências fundamentais para o sucesso de uma organização variam ao longo do ciclo de vida do negócio. Durante a etapa de crescimento, o empreendedor inovador frequentemente deixa a empresa, seja porque não tem interesse em dar escala a sua ideia, seja por não ter as competências para dirigir uma grande organização.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Google: usuários determinarão futuro do Orkut no País...


Apesar do êxodo de usuários para o Facebook, o Orkut ainda não está com os dias contados no Brasil. Para Fábio José Silva Coelho, diretor-geral do Google no País - empresa proprietária do Orkut -, a migração das pessoas para redes sociais mais "modernas" é esperada, mas a plataforma deverá continuar a receber investimentos enquanto houverem usuários.

"Os usuários é quem mandam. A gente entende que há uma migração para outras redes sociais mais modernas, mais com a cara de 2013, mas são os usuários quem vão determinar os rumos do Orkut", disse Coelho, durante a apresentação do novo escritório do Google em São Paulo, na noite desta terça-feira.
Em 2011, O Facebook superou o Orkut em usuários únicos no Brasil e, desde então, a rede social nunca mais recuperou seu favoritismo entre os brasileiros. Mas apesar da manutenção do Orkut, o Google aposta hoje em outra rede social: o Google Plus, cujo diferencial é a integração das demais plataformas do Google, como o Gmail e o Youtube, mas cujo crescimento ainda é gradual.

Crescimento

Embora não detalhe os rumos da rede, o Google comemora o crescimento, que em 2012 atingiu a marca de 100 bilhões de buscas por mês no mundo. Outra razão para celebrar foi a expansão dos aplicativos móveis, que no ano passado atingiu a marca de 1,3 milhões de novas ativações do sistema Android por dia, além der 25 bilhões de downloads de aplicativos desenvolvidos pelo Google para o sistema.
"Nosso caminho em direção à mobilidade não tem volta", disse Coelho, sinalizando onde estará voltada as apostas e expectativas da empresa em 2013.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Facebook abre inscrições para sua terceira edição da Copa Hacker...


As inscrições para a terceira edição da Copa Hacker do Facebook já estão abertas. Programadores de todo o mundo que desejam correr contra o tempo para resolver desafios de programação e ganhar o título de campeão mundial da Copa Hacker 2013 do Facebook tem até o dia 27 de janeiro para realizar suas inscrições.

A competição irá seguir as mesmas regras das versões anteriores. Após a fase de qualificação e as três primeiras rodadas, que acontecerão on-line durante o mês de fevereiro, os 25 primeiros participantes serão levados para a sede do Facebook para mais desafios, em março. O grande vencedor levará para casa US$ 5 mil, pouco mais de R$ 10 mil.

No ano passado, a Copa Hacker atraiu 8 mil candidatos de 150 países e o grande vencedor foi Roman Andreev, da Rússia, que completou um problema corretamente em uma hora e quatro minutos. Já o segundo lugar ficou com Tomek Czajka, dos Estados Unidos, que terminou um problema corretamente em apenas um minuto após seu oponente.