quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tráfego de internet no Brasil vai crescer 8 vezes até 2016


O tráfego de internet no Brasil deve aumentar em oito vezes em quatro anos, chegando a 3,5 exabytes (ou 3,5 bilhões de gigabytes) por mês em 2016. Isso equivale a 11 bilhões de DVDs por ano, ou 1 milhão de DVDs por hora, de tráfego de informações pelas redes brasileiras. Os dados são do estudo Cisco Visual Networking Index, que prevê e analisa o crescimento de redes IP (Internet Protocol) e as tendências globais, divulgado nesta quarta-feira.

Segundo o estudo, a média global de tráfego de internet deve crescer quatro vezes no mesmo período, superando 1,3 trilhão de gigabytes por ano em dados. A Cisco prevê ainda uma proliferação global de dispositivos e de usuários conectados. Em 2016, haverá aproximadamente 18,9 bilhões de dispositivos como computadores, tablets e smartphones - quase 2,5 conexões para cada pessoa no planeta - contra os 10,3 bilhões registrados em 2011. O número de internautas deve crescer para 3,4 bilhões de pessoas, 45% da população mundial.

No Brasil, serão 617 milhões de dispositivos conectados até 2016, segundo a estimativa da Cisco, o que equivale a três aparelhos por pessoa - contra os 332 milhões em 2011 - ou 1,7 por pessoa. Haverá 98 milhões de usuários de internet em 2016 no País, frente aos 61 milhões em 2011.
Banda larga

A Cisco prevê que a velocidade média da banda larga no Brasil aumentará 2,8 vezes entre 2011 e 2016, passando de 4,9 megabytes por segundo (Mbps) para 14 Mbps. A média global, no entanto, será bem maior em 2016: espera-se que a média de velocidade de banda larga fixa aumente cerca de quatro vezes, de 9 Mbps em 2011 para 35 Mbps em 2016.

NO Brasil, 43% das conexões serão superiores a 5 Mbps, enquanto outras 17% serão maiores que 10 Mpbs. A banda larga móvel terá um crescimento maior, de 11 vezes, segundo o estudo da Cisco, mas atingirá uma velocidade menor, de 1.997 Kbps.

Fonte: Techtudo

sábado, 26 de maio de 2012

Estudo: 98% das empresas do Brasil usam web e 60% têm sites


Um estudo do Ministério das Comunicações divulgado nesta sexta-feira revela que 98% das empresas do Brasil com mais de dez funcionários estão conectadas à internet. Além disso, 60% das companhias no País possuem página na internet, de acordo com a sétima edição da Pesquisa de TIC 2011, feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Segundo o relatório, 99% das empresas utilizam computadores em seus trabalhos, e todas as companhias com mais de 50 empregados utilizam a internet. A pesquisa indica também que 30% das 5,6 mil empresas com mais de dez colaboradores pretendem registrar um domínio nos próximos doze meses.
Além disso, o estudo revelou que 92% das empresas participantes da pesquisa já utilizam serviços de governo eletrônico, como consultas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da empresa (71%), pagamentos de impostos online (63%) e a participação em licitações públicas (28%).

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cofundador do Facebook, brasileiro pode ser banido dos Estados Unidos


Eduardo Saverin
Após anunciar que renunciaria à cidadania americana, o brasileiro que ajudou a fundar o Facebook, Eduardo Saverin, pode ser banido dos Estados Unidos, de acordo com informações dos sites Business Insider e ABC News.

De acordo com notícias prévias, a renúncia à cidadania aconteceria para que ele não pagasse os mesmos impostos de um cidadão americano. Com isso, Saverin economizaria US$ 67 milhões. O problema é que a atitude do empresário está causando furor no Senado americano.

Como conta a ABC News, o senador Chuck Schumer lidera uma frente que se colocou abertamente contra a postura de Saverin. "Pare de tentar se desviar das suas resposnabilidades com os impostos como cidadão americano ou nunca mais pise nos Estados Unidos", afirma o site sobre o recado direto dado pelo senador.
Durante uma conferência à imprensa na manhã desta quinta-feira, Schumer, em parceria com o senador Bob Casey, irá propor uma medida chamada "Ex-Patriot - Expatriation Prevention by Abolishing Tax-Related Incentives for Offshore Tenancy" (em português, "Prevenção de Ex-patriação por Abolição de Incentivos Relacionados a Impostos", em tradução livre).

Para os senadores, uma medida concreta precisa ser tomada pelo governo americano para impedir o que eles chamam de "esquema" para burlar o pagamento de impostos nos Estados Unidos. O plano é impor as taxas que cidadãos americanos pagam até mesmo para ex-patriados, como Saverin, que saíram dos EUA e fixaram residência em outro país. Além disso, o objetivo é impor uma taxa obrigatória de 30% nos ganhos de qualquer pessoa que renunciar à cidadania americana.

Por último, a medida também impediria que cidadãos que renunciassem à cidadania entrassem novamente no país. O objetivo de Saverin é se livrar dos impostos americanos e se tornar um residente permanente de Singapura. Ele, no entanto, não é o único. De acordo com a ABC News, no ano passado, 1,7 mil pessoas renunciaram à cidadania americana.
Fonte: Terra

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Twitter lança e-mail com resumo do melhor do dia na rede social

O Twitter começou a enviar aos usuários as melhores e mais compartilhadas mensagens de até 140 caracteres em um resumo diário via e-mail. Embora já existam serviços de terceiros que montam e disparam essa espécie de newsletter, esta é a primeira vez que algo do gênero vem do próprio Twitter. A mensagem incluirá as melhores mensagens do dia, bem como os melhores posts de quem você segue. Links levarão para esses artigos e você poderá tuitar seus pitacos direto da caixa de entrada.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Marco Civil da Internet no País pode ser pioneiro no mundo


O Brasil deve se tornar pioneiro em regulação da internet em nível mundial. O conjunto de regras para uso da web, chamado de Marco Civil, que vem sendo discutido desde 2009 já foi citado inclusive no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) como "uma iniciativa pioneira e muito avançada", afirmou o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ). Ele é o relator da comissão especial da Câmara que analisa o Marco Civil e participou, na tarde desta quinta-feira de audiência pública sobre o tema em Porto Alegre.
O Marco Civil, que estabelece direitos e deveres dos usuários e dos provedores de internet, além dos princípios para o uso da rede de computadores no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, Estados e municípios em relação ao tema, deve ser votado até junho, para posteriormente ser enviado ao Plenário da Câmara de Deputados, projeta Molon.

"Nós já estamos sendo citados em outros países, até mesmo na ONU, em debates sobre legislação na internet, como uma iniciativa pioneira e muito avançada do que deve ser a legislação mundial sobre a internet, que proteja o usuário, que garanta a privacidade e prime pela segurança", disse o relator da comissão. A deputada federal Manuela D' Ávila (PCdoB-RS) reafirma o pioneirismo da proposta e acrescenta que também está em discussão uma nova legislação penal para crimes cometidos em ambiente virtual, diferente do polêmico projeto de lei 84/99, conhecido como AI-5 Digital, que prevê o armazenamento de informações de usuários pelos provedores, sem especificar de que forma isso seria feito e por um prazo de três anos, o que levantou a discussão sobre a privacidade dos usuários.
"Já existe um avanço na construção de outra legislação penal, que não é a 84/99. É a tipificação penal elaborada pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), pelo Brizola Neto (PDT-RJ) e por mim, então nós temos uma outra proposta alternativa e já há um consenso em ser votado em plenário", disse a deputada.
Segundo Molon, a proposta deve assegurar a liberdade e privacidade do internauta. "Nossa preocupação é que na aprovação do Marco Civil fique garantida a liberdade de expressão e a liberdade e de acesso a informação dos cidadãos brasileiros. Então, nós temos a preocupação de evitar qualquer mecanismo de censura, garantindo que, apenas em caso de uma decisão judicial, algum conteúdo possa ser retirado do ar, para que o poder judiciário possa dar a última palavra e não qualquer mecanismo de censura prévia", afirmou.

Enquanto o projeto de Marco Civil da Internet está em discussão, o Ministério das Comunicações (MC) também trabalha em um marco para as comunicações. Segundo a Secretária de Inclusão Digital do MC, Lygia Pupatto, o foco principal deve se voltar para a concessão de radiodifusão, cuja legislação data da década de 60, sem impactos sobre a liberdade na internet. "O foco é na legislação e regulação, particularmente, da radiodifusão que é muito antiga".

Para ela, o Marco Civil da internet ajudará a balizar as ações governamentais de inclusão digital. "(o marco) define muitas coisa importante, a internet sendo usada como suporte de transparência de todos os níveis de governo, de promoção da inclusão digital, da acessibilidade, de fazer uma grande discussão sobre os aplicativos, que você tenha uma política nacional", disse.

A proposta de regulação da internet foi enviada pelo Executivo à Câmara há cerca de um ano e passou por um processo de consulta pública no qual milhares de pessoas apresentaram sugestões. O relator do projeto diz que essas propostas são levadas em consideração na elaboração do marco, assim como as observações sobre os logs (registros de usuários na internet) e privacidade dos internautas, tema do seminário realizado hoje em Porto Alegre.

"Fizemos questão de colocar disponível para toda a população o texto desse projeto de lei e receber contribuições de se toda a população brasileira que tenha acesso a internet (...) essas sugestões estão sendo levadas em consideração para o nosso relatório final", garantiu Molon.

Fonte: Terra

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Demiti o patrão porque estava adoecendo, conta executivo de marketing


Marcus Vinícius Anflor

Especialista em marketing e planejamento, Marcus Vinícius Anflor, 53 anos, abriu mão do cargo executivo em uma empresa pública de energia em troca de mais qualidade de vida — mesmo que isso significasse alguma redução nos rendimentos. Meses depois do desligamento, prestando consultorias em diversas partes do país tendo como base um escritório montado em casa, na zona sul de Porto Alegre, Anflor comemora os efeitos positivos da decisão, percebidos a olhos vistos por familiares e amigos.

— As pessoas me perguntam o que houve comigo para eu estar tão bem, eu digo: demiti o patrão porque estava adoecendo — conta.

Há 10 anos na empresa, Anflor alternou momentos de realização pessoal e de insatisfação com reestruturações gerenciais. Pôde implementar projetos em sua área de atuação, mas depois acabou desanimado com novos rumos que a empresa tomou. Checkups periódicos revelaram que sua saúde estava se deteriorando nos últimos anos.

— Eu estava obeso, deprimido e pré-diabético — resume.

O quadro descrito pelo executivo é o típico resultado de uma busca por preencher um vazio existencial com elementos de satisfação momentânea, conforme o psicólogo Michel Zanchet, do Kurotel — Centro de Longevidade e Spa. Chocolate, café, bebida alcoólica e cigarro são alguns recursos frequentes, que levam justamente ao sobrepeso, à insatisfação com a aparência e outros problemas físicos e emocionais.

— Toda situação que não dá prazer cria um vazio existencial e os preenchimentos inadequados desses vazios colocam em desequilíbrio outras áreas da vida, como as relações sociais e familiares, a alimentação e a saúde — explica Zanchet.

Nesse sentido, diz o psicólogo, ter uma atividade profissional prazerosa é um elemento essencial para se viver mais e melhor. Nelson Bitencourt, diretor de qualidade de vida da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), concorda:

— Quando a pessoa faz o que gosta, releva se o líder não é como ela gostaria, se a equipe não é tão integrada quanto poderia, se tem que ficar algumas horas a mais, porque está trocando seus dias de trabalho por desenvolvimento e prazer, não só por dinheiro.

Para Bitencourt, o bem-estar profissional é pessoal, depende muito mais da atitude de cada um do que de qualquer iniciativa da empresa.

Ter uma atividade profissional prazerosa é essencial para se viver mais e melhor, diz psicólogo...

Fonte: ZH

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Designer brasileiro lança livro e conta sobre emprego no Google


Fábio Sasso, que hoje trabalha com geocommerce no Google,
 na Califórnia, é cocriador do blog Abduzeedo, que deu origem ao livro
 
Ele entrou no Google no início de 2011, e a primeira tarefa que se lembra de ter feito em Mountain View foi o doodle de Carnaval do ano passado. O brasileiro Fábio Sasso trabalhou na arte com Roger Oddone, outro nascido por aqui, a convite dos colegas do time responsável pelo logos comemorativos da companhia. Antes de chegar à Califórnia, porém, o designer criou um blog, o Abduzeedo, que originou o livro homônimo, lançado no Brasil nesta quarta-feira.

Sasso, formado em Desenho Industrial pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), hoje trabalha em produtos como de geocommerce, como o Google Wallet. Ele foi parar no gigante de buscas após um convite que recebeu da companhia, por e-mail. "Eles achavam que eu seria um bom candidato para o time deles, e perguntavam se eu não gostaria de participar de um processo seletivo que estava aberto", lembra o designer brasileiro, em entrevista ao Terra. E como os atuais colegas o encontraram naquele final de 2010? Por causa do blog, que Sasso criou com um amigo em 2006.

O livro Abduzeedo - guia de inspiração para designers, originado do blog, é uma obra colaborativa que traz referências de Sasso acompanhadas de entrevistas e depoimentos de ícones do Design. O volume de 219 páginas foi lançado nos Estados Unidos no ano passado, e chega ao Brasil em 2012 pela Bookman, com preço sugerido de R$ 74. "Foi um sonho realizado, fazer um livro físico", conta Sasso.

O livro trata de diferentes estilos de design, com muitas ilustrações, inspirações e bibliografias. "Mas o melhor são as entrevistas com os profissionais que a gente (do Abduzeedo) considera os melhores em cada estilo, porque o que inspira, mais do que a parte visual, é saber como eles chegaram aonde estão, como é o dia-a-dia de trabalho, como começaram, como tiveram ideias e onde eles buscaram inspiração", conta.
"O acesso à informação quando comecei a atuar profissionalmente, na década de 1990, era difícil, a gente não conseguia saber o que estava acontecendo no mundo, ficava dependente de livros e revistas, em geral importados", lembra. "Hoje o acesso é fácil, tem como saber que um profissional da Colômbia está inovando, tem como compartilhar o trabalho, as referências, como buscar inspirações mais facilmente", enumera, indicando a internet como o grande fator que possibilita a situação atual.

E se a web está tão cheia de informações, por que o livro? "Se você tentar procurar na internet, vai encontrar essas referências, mas o livro é um agregador, fizemos uma curadoria dos trabalhos de cada estilo", afirma. "É uma coleção de trabalhos de outras pessoas, e tem as entrevistas com amigos e profissionais, pessoas que ajudaram o blog a crescer e que o blog ajudou a crescerem também", continua.
Para Sasso, a internet possibilita a colaboração de diferentes maneiras, e com cada uma delas estudantes e profissionais têm a chance de aprender. "Tem muito site ensinando, é possível encontrar infográficos, é possível começar o próprio site", diz. O dele, iniciado em 2006 com o sócio do estúdio de design que tinha em Porto Alegre, está nesta lista.

"Um dia, no final de novembro de 2006, voltamos do almoço e a porta do escritório estava quebrada, fomos roubados e levaram todos os nossos equipamentos, incluindo meus discos de backup. Perdi tudo o que tinha reunido em dez anos, materiais de clientes, imagens de inspiração, trabalhos de faculdade." O blog veio na sequência, como uma forma de fazer um "backup público", uma espécie de diário dos dois designers. "Qualquer coisa que eu aprendesse fazia um pequeno tutorial, às vezes pedia para um cliente se podia publicar o processo de criação da peça", diz.

Mas a "grande sacada" para que o blog atingisse as 100 mil visitas diárias que tem hoje em média, para Sasso, foi escrever em inglês. "Na época os blogs da área eram de países de língua inglesa, e atraímos muito interesse porque o nosso blog era em inglês mas era feito por brasileiros", opina. O projeto, que começou com Sasso e o sócio, expandiu-se em 2008, quando começaram a publicar todos os dias, os acessos acresceram e outras pessoas quiseram participar. Hoje, o designer diz que está afastado do blog, por causa do Google, mas que há seis pessoas, em diferentes lugares do mundo, que cuidam da atualização diária. "Estamos abertos para quem quiser mandar um artigo como convidado de vez em quando", incentiva.

"A nossa ideia sempre foi de um projeto pessoal, algo que a gente não considerasse um trabalho, mas um lugar para inspiração", explica, "nunca fizemos planejamento de crescimento, e a gente quer continuar postando o que nos inspira, porque se chegar o momento em que escrever for uma obrigação, será a hora de parar". Dos planos para o futuro, ele revela que há interesse em criar oportunidades para que os cerca de 3 milhões de visitantes mensais possam interagir mais, mas a dificuldade de ter uma ferramenta para isso e gerir essa ferramenta por enquanto estão segurando os planos.

O designer do Google aconselha aos estreantes da profissão que se mantenham sempre aprendendo, se atualizando e promovendo o trabalho na internet. "Usar sites como portfólio é uma maneira fácil de botar o nome lá fora, de se posicionar no mercado, um mercado que tem carência de designers porque o mundo todo entende que o design é importante", garante, afirmando que o "o diferencial dos produtos hoje é menos a tecnologia e mais o design".

Quanto à sua realização pessoal no gigante da internet, Sasso afirma que sua maior felicidade é poder "aprender muito" com a equipe com que trabalha, e poder compartilhar as informações. "Ver como as pessoas usam (os produtos), como elaborar o design visual, quais os erros comuns, é um trabalho realmente de design, e a estrutura que o Google fornece de trabalhar bastante descobrindo e inovando, com uma equipe em que todo mundo tem uma opinião embasada, isso tudo me realiza", garante.

Fonte: Terra