segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A tecnologia virtual vem sendo subutilizada nas empresas.

Se as tecnologias virtuais fossem utilizadas com todo o seu potencial de ferramenta de colaboração e criação coletiva, certamente muitas empresas não teriam na inovação um objeto de desejo, mas uma realidade. É o que defende Alessandro Bonorino, diretor de RH para a América Latina da IBM, que, pelo cargo que ocupa e empresa em que atua, entende como poucos profissionais da sua área o poder da web 2.0 na gestão de pessoas.

"A gente vive em um mundo complexo, veloz e interdisciplinar, no qual praticamente tudo está conectado. Com isso, fica cada vez mais difícil que uma pessoa, agindo isoladamente, detenha conhecimento suficiente para responder aos desafios de forma rápida e inovadora. Nesse sentido, a tecnologia pode ser uma parceira fundamental no processo de compartilhar informação e conhecimento e estimular a inovação", avalia o executivo, assinalando que, apesar disso, a tecnologia virtual vem sendo subutilizada como ferramenta de colaboração e criação coletiva nas organizações.

A diferença entre as gerações no mundo corporativo, tão exaltada pela mídia hoje, é, segundo Bonorino, um dos dificultadores na reversão desse quadro. "Os jovens utilizam a tecnologia virtual para compartilhar informações e fazer networking, mas seus líderes, que, em geral, pertencem a outras gerações, não trazem isso no sangue, o que acaba resultando na subutilização dessas ferramentas. Em alguns casos, não dá, sequer, para acessar as redes sociais e determinadas ferramentas de internet, porque são bloqueadas pela empresa. Com isso, os mais jovens acabam usando a tecnologia somente para os seus objetivos individuais", observa.

Para falar do compartilhamento de conhecimento como peça fundamental na gestão de capital intelectual, Bonorino participará do CONARH 2010 com a palestra Tecnologias virtuais viabilizando a construção coletiva nas organizações. Durante a sua apresentação, a interatividade permitirá que os participantes vivenciem o poder da colaboração. Para tanto, Bonorino vai contar com o apoio do artista plástico e videomaker Fábio Woody .

"Imagine compartilhar problemas e buscar soluções em uma rede virtual, na qual as pessoas, onde quer que estejam, com experiências e conhecimentos diferentes, têm acesso à sua pergunta e trocam ideias para ajudar. Olha o potencial disso! Muitas vezes, os problemas são novos para um determinado profissional, mas não para outros. Não utilizar o conhecimento latente na organização é um desperdício, é a reinvenção contínua da roda", instiga o executivo.

Fonte: ABN-RH

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