sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ações contra pirataria na web são exceção no Brasil, diz advogado...

Os episódios de luta contra a pirataria ganharam destaque internacional nas últimas semanas. A discussão sobre os projetos de lei Sopa, Pipa e Acta e o fechamento do site de compartilhamento de arquivos Megaupload, que causou a prisão do seu fundador, Kim Schmitz, solto nesta quarta-feira, mostraram que a indústria está fechando o cerco contra a violação de direitos autorais pela internet. Mas qual é a situação do Brasil nessa discussão? Para o especialista em direito digital Omar Kaminski, ações contra compartilhamento e download de músicas e filmes são exceção no País.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mozilla apresenta primeiros detalhes de seu sistema operacional móvel

A Mozilla pretende trazer ao mercado um novo sistema operacional móvel para smartphones. O projeto, já em desenvolvimento, foi apelidado de 'Boot2Gecko', e algumas informações e captions do visual do futuro sistema foram divulgadas. Seu principal diferencial em relação aos concorrentes é a sua proposta de ser totalmente baseado em webapps.

Basicamente o sistema é uma distribuição Linux bastante simplificada. O Boot2Gecko dará suporte a conexão com as redes de telefonia, serviços básicos, como ligações, mas para por aí. O restante do sistema operacional será executado a partir de aplicativos que rodam via Internet. Ele é praticamente um sistema operacional móvel que roda na nuvem, seguindo basicamente os mesmos preceitos do Chromium, do Google.

Das informações que a Mozilla divulgou, é possível compreender que tudo no sistema, da interface Gaia ao launcher e os demais softwares hospedados na Internet, rodarão a partir do browser desenvolvido para o sistema. Trata-se do Gecko, que combina HTML5 e JavaScript. Por conta deste método, provavelmente qualquer navegador moderno de Internet poderá rodar os aplicativos do sistema. A Mozilla não entrou em detalhes sobre esta possibilidade ou se haverá alguma forma de bloqueio do conteúdo em outras plataformas e browsers.
Segundo a Mozilla, o Boot2Gecko será demonstrado na Mobile World Congress, que acontece em Barcelona no fim deste mês. O sistema operacional deverá chegar ao consumidor já no segundo semestre deste ano, mas até o momento a Mozilla não apresentou fabricantes parceiros da iniciativa.

Via Pocket Now

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Características e perspectivas de uma juventude que conhece a internet desde a infância.

Há certa resistência entre alguns estudiosos em usar termos muito fechados para definir povos, regiões ou gerações. Argumentam que definições simplificam os problemas e que toda simplificação tende a superficializar o debate. Outra corrente defende que, ainda que possam simplificar o debate, as definições têm o mérito de orientar as discussões. Fiquemos com a segunda opção. Até pouco tempo atrás, livros e filmes ainda falavam da Geração X, aquela que substituiu os yuppies dos anos 80. Essa turma preferia o bermudão e a camisa de flanela à gravata colorida e ao relógio Rolex, ícones de seus antecessores. Isso foi no início dos anos 90. Recentemente, o mercado publicitário saudou a maioridade da Geração Y, formada pelos jovens nascidos do meio para o fim da década de 70, que assistiram à revolução tecnológica. Ao contrário de seus antecessores slackers – algo como "largadões", em inglês –, os adolescentes da metade dos anos 90 eram consumistas. Mas não de roupas, e sim de traquitanas eletrônicas. Agora, começa-se a falar na Geração Z, que engloba os nascidos em meados da década de 80.

A grande nuance dessa geração é zapear. Daí o Z. Em comum, essa juventude muda de um canal para outro na televisão. Vai da internet para o telefone, do telefone para o vídeo e retorna novamente à internet. Também troca de uma visão de mundo para outra, na vida.

Garotas e garotos da Geração Z, em sua maioria, nunca conceberam o planeta sem computador, chats, telefone celular. Por isso, são menos deslumbrados que os da Geração Y com chips e joysticks. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia engendrou. Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet. Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Como informação não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.

Enquanto os demais buscam adquirir informação, o desafio que se apresenta à Geração Z é de outra natureza. Ela precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. E esse desafio não se resolve com um micro veloz. A arma chama-se maturidade. É nisso, dizem os especialistas, que os jovens precisam trabalhar. Como sempre.

Fonte: Veja Abril

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A tecnologia virtual vem sendo subutilizada nas empresas.

Se as tecnologias virtuais fossem utilizadas com todo o seu potencial de ferramenta de colaboração e criação coletiva, certamente muitas empresas não teriam na inovação um objeto de desejo, mas uma realidade. É o que defende Alessandro Bonorino, diretor de RH para a América Latina da IBM, que, pelo cargo que ocupa e empresa em que atua, entende como poucos profissionais da sua área o poder da web 2.0 na gestão de pessoas.

"A gente vive em um mundo complexo, veloz e interdisciplinar, no qual praticamente tudo está conectado. Com isso, fica cada vez mais difícil que uma pessoa, agindo isoladamente, detenha conhecimento suficiente para responder aos desafios de forma rápida e inovadora. Nesse sentido, a tecnologia pode ser uma parceira fundamental no processo de compartilhar informação e conhecimento e estimular a inovação", avalia o executivo, assinalando que, apesar disso, a tecnologia virtual vem sendo subutilizada como ferramenta de colaboração e criação coletiva nas organizações.

A diferença entre as gerações no mundo corporativo, tão exaltada pela mídia hoje, é, segundo Bonorino, um dos dificultadores na reversão desse quadro. "Os jovens utilizam a tecnologia virtual para compartilhar informações e fazer networking, mas seus líderes, que, em geral, pertencem a outras gerações, não trazem isso no sangue, o que acaba resultando na subutilização dessas ferramentas. Em alguns casos, não dá, sequer, para acessar as redes sociais e determinadas ferramentas de internet, porque são bloqueadas pela empresa. Com isso, os mais jovens acabam usando a tecnologia somente para os seus objetivos individuais", observa.

Para falar do compartilhamento de conhecimento como peça fundamental na gestão de capital intelectual, Bonorino participará do CONARH 2010 com a palestra Tecnologias virtuais viabilizando a construção coletiva nas organizações. Durante a sua apresentação, a interatividade permitirá que os participantes vivenciem o poder da colaboração. Para tanto, Bonorino vai contar com o apoio do artista plástico e videomaker Fábio Woody .

"Imagine compartilhar problemas e buscar soluções em uma rede virtual, na qual as pessoas, onde quer que estejam, com experiências e conhecimentos diferentes, têm acesso à sua pergunta e trocam ideias para ajudar. Olha o potencial disso! Muitas vezes, os problemas são novos para um determinado profissional, mas não para outros. Não utilizar o conhecimento latente na organização é um desperdício, é a reinvenção contínua da roda", instiga o executivo.

Fonte: ABN-RH

sábado, 11 de fevereiro de 2012

PayPal testa projeto para compras via QR Code

O PayPal começou a testar uma nova maneira de fazer compras online. A ideia é que os consumidores possam adquirir os produtos através da utilização de QR codes. Os passageiros precisam fazer o download do leitor QR code do Paypal para conseguir digitalizar os produtos.

Leia mais em...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Usuários poderão acessar Twitter através de mensagens SMS

Depois de fechar acordos com operadoras de satélites e de telecomunicações de mais de 80 países, o Twitter permitirá que os usuários recebam e enviem tweets pelo telefone celular com mensagens SMS.

"Iniciamos esta funcionalidade com SMS porque reconhecemos a importância e o valor de tornar nosso serviço acessível a qualquer pessoa do planeta. Não importa que aparelho seja utilizado - desde o último smartphone até o modelo mais convencional -, todos serão capazes de enviar e ler seus tweets", explicou a companhia em seu blog oficial.

Operadoras de telecomunicações de mais de 80 países concordaram em dar suporte para esta iniciativa do Twitter, incluindo as da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, México, Venezuela, Paraguai, Nicarágua, Honduras, Haiti, Guatemala e El Salvador.

A companhia indicou que também fechou um acordo com as operadoras de satélite Iridium e Thuraya para que seus usuários possam acessar o serviço de SMS.

Aqueles usuários que não possuem acesso a essas operadoras de telecomunicações e satélites, o Twitter disponibilizará um código numérico internacional.

Com o auxilio desse código, as pessoas conseguirão enviar seus tweets normalmente, mas não recebê-los.
A rede de microblogging apresenta essa novidade aos seus usuários somente duas semanas depois de ter anunciado a decisão de poder bloquear conteúdos em determinados países quando "entidades autorizadas" solicitarem.

Fonte: Terra

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Homem é preso em flagrante na Campus Party roubando cinco notebooks

Um boliviano foi preso em flagrante hoje na quinta edição da Campus Party, evento que acontece no parque Anhembi. Os responsáveis pela prisão foram policiais da delegacia anexa ao centro de exposições. O homem é acusado do roubo de cinco notebooks e não tinha credencial do evento.

Veja mais em...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

BTJunkie suspende atividades após bloqueio do Megaupload

O BTJunkie, um site popular de troca de arquivos digitais, anunciou nesta segunda-feira a suspensão voluntária de suas atividades, menos de três semanas depois do bloqueio do Megaupload em uma operação americana contra a pirataria de música, filmes e outros bens imateriais.
"Este é o fim da linha, meus amigos", anunciou o BTJunkie em uma mensagem curta, publicada na página principal do site, ao lado dos anos de início e fim das atividades: "2005-2012". "A decisão não é fácil, mas decidimos fechar voluntariamente", acrescentou o site, abrigado na Grã-Bretanha.
"Lutamos durante anos por seu direito a se comunicar, mas é hora de seguir adiante. Foi uma experiência de vida, desejamos tudo de melhor!", acrescentou.
O BTJunkie fornecia um motor de busca de arquivos Bit Torrent e foi um dos cinco melhores sites de downloads, com "dezenas de milhões de usuários ao mês", segundo o site TorrentFreak, que cobre notícias sobre a troca de arquivos.
O TorrentFreak citou, sem identificar, o fundador do BTJunkie, dizendo que a decisão de suspender as atividades se deveu, em parte, às recentes ações legais contra o Megaupload e o The Pirate Bay, que enfrenta ações legais na Europa.
O Megaupload foi bloqueado por autoridades americanas em 19 de janeiro e sete pessoas foram acusadas pelo que o Departamento de Justiça e o FBI descreveram como "um dos maiores casos criminosos contra direitos autorais combatidos pelos Estados Unidos".

Entenda o caso

As autoridades dos Estados Unidos, incluindo o FBI (polícia federal americana), tiraram o Megaupload e outros 18 sites afiliados do ar na noite do dia 19 de janeiro (horário de Brasília) por considerar que o site faz parte de "uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial". O Megaupload teria causado mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. As autoridades norte-americanas consideram que por meio do site, que conta com 150 milhões de usuários registrados, e de outras páginas associadas, ingressaram cerca de US$ 175 milhões.
Em resposta ao fechamento do Megaupload, o grupo de hackers Anonymous bloqueou temporariamente o site do Departamento de Justiça, do FBI e o da produtora Universal Music, entre outros na noite de 19 de janeiro, horário de Brasília. De acordo com os hackers, foi o maior ataque já promovido pelo grupo, com mais de cinco mil pessoas ajudando.
No dia 20 de janeiro na Nova Zelândia, noite de 19 de janeiro no Brasil, a polícia neozelandesa realizou uma operação na qual confiscou dos detidos e do Megaupload bens avaliados em US$ 4,8 milhões, além de US$ 8 milhões depositados em contas abertas em diversos bancos do país. Nesta operação, Kim Schmitz, mais conhecido por Dotcom, fundador do Megaupload, e os outros três envolvidos, foram presos. Desde então, outros acusados de participar do negócio, alguns fugitivos, vêm sendo presos ao redor do mundo. Dotcom, que teve o pedido de fiança negado, está preso desde o dia 20 de janeiro na Nova Zelândia e deve permanecer até o dia 22 de fevereiro, quando termina o prazo do pedido de extradição para os Estados Unidos.
Megaupload Ltd., e outra empresa vinculada ao caso, a Vestor Ltd, foram indiciadas pela câmara de acusações do Estado da Virgínia (leste) por violação aos direitos autorais e também por tentativas de extorsão e lavagem de dinheiro, infrações penalizadas com 20 anos de prisão. Embora tenham participado da operação, as autoridades da Nova Zelândia não devem apresentar acusações formais contra o site.
O anúncio do fechamento do Megaupload ocorreu em meio a uma polêmica nos Estados Unidos sobre dois projetos de lei antipirataria, o Sopa (Stop Online Piracy Act), que corria na Câmara dos Representantes, e o Pipa (Protect Intelectual Property Act), que era debatido no Senado, contra as quais se manifestou, entre muitos outros, o site Wikipédia, interrompendo seu acesso no dia 18 de janeiro, e o Google mascarando seu logo. O protesto foi chamado de apagão ou blecaute pelos manifestantes.

Fonte: Terra