terça-feira, 10 de janeiro de 2012

YouTube quer aumentar audiência via novos aparelhos e canais

O YouTube quer aumentar a audiência de seu serviço online de vídeo ao oferecê-lo em uma série de novos aparelhos, e pelo acréscimo de conteúdo novo, de acordo com um importante executivo da subsidiária do Google. O próximo desafio para o popular serviço, que já registra 800 milhões de espectadores ao mês, é fazer do YouTube parte mais central na vida dos usuários, disse Robert Kyncl, vice-presidente de parcerias de conteúdo do YouTube.
"O que queremos é que os usuários passem mais tempo no YouTube", afirmou, em entrevista à Reuters, na Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas. Kyncl, que veio da rival online Netflix 18 meses atrás, visita a feira de eletrônicos a cada ano a fim de verificar os aparelhos conectáveis porque, quanto mais aparelhos com acesso à internet estiverem disponíveis, mais são as maneiras para os consumidores usarem o YouTube.
"Nós nos beneficiamos muito do que os fabricantes de bens eletrônicos de consumo fazem com seus aparelhos, ou seja, integrar acesso à internet", argumentou. "Isso nos permite atingir mais consumidores", concluiu.
De acordo com Kyncl, que fará uma palestra no evento quinta-feira, o YouTube já funciona em cerca de 350 milhões de aparelhos, o que inclui tablets, telefones e televisores. Os consumidores assistem a meio bilhão de vídeos do YouTube por dia com seus celulares, um índice de audiência que dobrou no prazo de um ano.
Kyncl se recusou a revelar o ritmo de crescimento previsto para 2012, afirmando apenas que seria rápido. "Erramos em nossas projeções do ano passado. Fomos conservadores demais", justificou. Sobre o cenário atual, avaliou que "não é só o YouTube. Há também a NetFlix e o Hulu. Seja em tablets, celulares ou televisores. A tendência continuará".
Ao contrário da Netflix, o YouTube depende da publicidade como fonte de receita. A empresa oferece serviço de locação de vídeos, mas em pequena escala. Kyncl não quis revelar se o YouTube planeja promover serviços de vídeo pagos. "Não digo que nunca, tudo é possível", afirmou, acrescentando que "no momento queremos colocar em prática os acordos firmados no ano passado".

Fonte: Reuters

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